VIACHA, BOLÍVIA — Duas explosões em uma instalação militar que armazenava material pirotécnico deixaram dois mortos e 81 feridos em Viacha, cidade localizada ao sul de La Paz. O balanço foi divulgado pelo Ministério da Defesa na sexta-feira, 4. Entre os feridos, duas pessoas estão em estado grave. Sete militares foram dados como desaparecidos.
As detonações ocorreram por volta das 14h30 locais, 15h30 no horário de Brasília. Viacha fica a 30 km da sede do governo boliviano. Os mortos e os desaparecidos também eram militares que trabalhavam na instalação, informou a instituição.
Um relatório anterior da polícia havia registrado dois mortos, 59 feridos e sete desaparecidos. Após as explosões, moradores foram levados para um abrigo temporário. O ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, afirmou que ainda não era seguro permitir o retorno, porque casas foram atingidas pela onda de choque. O fornecimento de energia elétrica foi interrompido na área.
Vídeos feitos por moradores mostram janelas destruídas, escombros e uma coluna de fumaça preta sobre a cidade. A polícia bloqueou o acesso aos arredores da instalação. Equipes de bombeiros usaram caminhões-pipa para conter focos de calor, enquanto agentes retiravam os escombros.
Segundo Justiniano, a primeira explosão teria envolvido pólvora negra usada em material pirotécnico. Uma segunda detonação, de maior magnitude, ocorreu depois. As causas e o material envolvido ainda estavam sendo apurados. O Ministério da Defesa informou que nenhum armamento bélico foi detonado.
O Ministério Público abriu uma investigação penal por homicídio culposo, lesões culposas e outros estragos. O presidente Rodrigo Paz declarou solidariedade às famílias e determinou uma apuração técnica e transparente sobre as causas, o cumprimento dos protocolos de segurança e eventuais responsabilidades.








