A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter capturado um veículo submarino não tripulado dos Estados Unidos na entrada do Estreito de Ormuz. A força iraniana disse que o equipamento pertence às Forças Armadas americanas e está entre os modelos mais modernos do tipo.
De acordo com a declaração, o veículo usa tecnologia avançada e foi entregue à frota militar dos Estados Unidos em 2025. A Guarda Revolucionária informou que pretende divulgar imagens da embarcação nas próximas horas. Não houve confirmação imediata por parte de Washington.
O anúncio ocorreu em meio ao aumento das ameaças entre Irã e Estados Unidos. Na segunda-feira (7), o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o país retaliaria novos ataques americanos e citou estruturas de energia na região, incluindo empresas dos setores de petróleo e gás.
“Ataquem nossos ativos e serão atacados. Já provamos isso”, disse Qalibaf, ao mencionar ataques iranianos contra bases militares dos EUA na região.
A declaração foi feita após um alerta do secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, de que a frota de petroleiros do Irã estava indefesa. Durante o fim de semana, Estados Unidos e Irã também realizaram ofensivas contra embarcações, em uma escalada que levou os preços do petróleo aos maiores níveis em seis semanas.
No domingo (6), Mohsen Rezaei, autoridade sênior de segurança do Irã, afirmou que o país planejava anunciar uma nova zona restrita no Golfo e aprovar mapas de um corredor de navegação pelo Estreito de Ormuz. Segundo ele, navios que entrassem na área seriam incluídos em uma lista de sanções iranianas.
Ataques e restrições em Ormuz
As forças americanas atacaram três petroleiros iranianos no sábado (5), incluindo um nas proximidades da Ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo do Irã. A ação ocorreu após ataques da Guarda Revolucionária Islâmica contra navios de guerra dos Estados Unidos.
O tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota de abastecimento de petróleo e gás, foi restringido pelo Irã desde o início do conflito com os Estados Unidos, em 28 de fevereiro. Uma média de 10 navios de carga passou pelo estreito por dia nos últimos 10 dias, o menor número desde maio.








