O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou neste domingo, 27, que uma solução negociada com os Estados Unidos é a única forma de encerrar a guerra, iniciada em fevereiro. A declaração veio depois de Donald Trump rejeitar uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o comércio internacional de petróleo.
Araqchi disse que a abertura do estreito depende do cumprimento das condições apresentadas pelo Irã. A proposta previa que a passagem fosse reaberta em sete dias após a implementação de um acordo. O ministro havia anunciado o plano na sede das Nações Unidas, em Nova York.
Na véspera, Trump afirmou que as autoridades iranianas querem um acordo para abrir o estreito porque estariam “perdendo terreno de forma estrondosa”. O presidente dos Estados Unidos também rejeitou o plano apresentado por Teerã.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que cabe aos Estados Unidos decidir se pretendem encerrar ou prolongar o conflito. Em entrevista exibida na quinta-feira, 24, ele afirmou que Teerã não quer manter a guerra e defendeu uma saída diplomática.
Pezeshkian também criticou o fim do cessar-fogo firmado em junho. Segundo ele, o Irã aceita negociar desde que um eventual acordo respeite as normas do direito internacional.
“Quando as coisas podem ser resolvidas por meio do diálogo, não deveríamos nos matar”, disse o presidente iraniano. Ele afirmou ainda que, caso o governo americano queira negociar dentro das estruturas jurídicas internacionais, o Irã estará disposto a chegar a um acordo.
O pleito de meio de mandato nos Estados Unidos está marcado para 3 de novembro. O governo americano avalia suas próximas decisões sobre o conflito, enquanto o Irã mantém a defesa de uma solução negociada.








