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Nova York lembra 11 de Setembro com Trump em cerimônia no Pentágono
Foto: Spencer Platt/Getty Images
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Nova York lembra 11 de Setembro com Trump em cerimônia no Pentágono

Presidente será representado pelo vice JD Vance; ato reúne quatro ex-presidentes e familiares das vítimas no Marco Zero.

A cidade de Nova York realiza nesta sexta-feira uma cerimônia pelos 25 anos dos ataques de 11 de Setembro, sem a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O vice-presidente JD Vance representa o governo no ato, que reúne os ex-presidentes Joe Biden, Barack Obama, Bill Clinton e George W. Bush.

Trump participa de uma cerimônia no Pentágono, sede do Departamento de Defesa, também atingido por um avião sequestrado durante os ataques. A decisão provocou debate. O presidente classificou como “inventada” a informação de que não iria a Nova York por causa de uma regra que impede discursos políticos no local e busca manter a cerimônia apartidária.

No Marco Zero, onde ficavam as Torres Gêmeas, familiares leem os nomes das vítimas a partir do horário em que o primeiro avião atingiu a Torre Norte. O democrata Zohran Mamdani, primeiro prefeito muçulmano da cidade, participa das cerimônias, apesar de pedidos de conservadores para que não comparecesse.

Rudy Giuliani, prefeito de Nova York na época dos atentados e posteriormente advogado de Trump, afirmou estar ofendido com a presença de Mamdani. O atual prefeito anunciou durante a semana a divulgação de dezenas de milhares de documentos que, segundo ele, mostrariam que a cidade ocultou informações sobre a toxicidade do ar após os ataques ao World Trade Center.

“As pessoas ficaram doentes porque os dirigentes em quem confiavam mentiram ao afirmar que poderiam respirar sem perigo um ar tóxico”, disse Mamdani. Entre os possíveis acusados, ele citou Giuliani e Michael Bloomberg, eleito prefeito em novembro de 2001.

Memória e novas gerações

Os ataques mataram 2.977 pessoas nos Estados Unidos, principalmente em Nova York. Posteriormente, mais de 9.400 morreram por doenças relacionadas à exposição a substâncias tóxicas, segundo o programa federal de acompanhamento médico.

Beth Hillman, presidente do Museu e Memorial do 11 de Setembro, afirmou que cerca de 100 milhões de americanos ainda não haviam nascido ou eram jovens demais para lembrar dos ataques. O memorial recebe 2,4 milhões de visitantes anualmente e passou a priorizar ações de educação.

Voluntários como Logan Miller, de 32 anos, que perdeu o avô e um tio nos atentados, relatam suas experiências aos visitantes mais jovens. Holly Kafka, de 61 anos, defende a visita presencial ao memorial, formado por dois grandes espelhos d’água sobre as fundações das torres.

Uma pesquisa divulgada nesta semana mostrou que 60% dos americanos ainda pensam periodicamente nos ataques. Percentual semelhante apoiaria uma resposta militar caso ocorresse outro episódio do tipo. Ao mesmo tempo, 48% disseram que a guerra no Afeganistão não valeu a pena, e 51% fizeram a mesma avaliação sobre a guerra no Iraque. Os dois conflitos têm cerca de 20% de aprovação.

Cerca de 60% dos americanos consideram que a resposta do governo dos Estados Unidos ao 11 de Setembro foi, ao menos em parte, eficiente para evitar novos ataques no país. Entre eleitores republicanos, a taxa chega a 80%.

A vigilância interna tem menos apoio. Ao menos 65% se opõem à permissão para que agências de inteligência monitorem comunicações eletrônicas de cidadãos comuns sem mandado judicial. A lei que autorizava a prática, promulgada em 2008, expirou há dois meses, mas a Casa Branca de Trump pediu ao Congresso a extensão da medida.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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