IOWA — A professora Stephanie Mullaley foi demitida depois de oferecer pontos extras a alunos do ensino médio em troca de doações para uma vaquinha virtual de uso pessoal. O dinheiro seria usado em uma viagem ao Equador com o marido.
O caso foi analisado em uma audiência sobre o pedido da professora por seguro-desemprego. O juiz de direito administrativo Duane Golden negou o benefício e afirmou que a conduta configurava falta grave, além de demonstrar “desrespeito deliberado ou irresponsável” pelos interesses da escola.
Durante o ano letivo de 2025-2026, Mullaley informou aos alunos que havia criado uma conta no GoFundMe para ajudar a custear os próprios estudos. Ela disse que os estudantes poderiam receber pontos extras na nota da disciplina se doassem dinheiro.
Vaquinha para viagem
A conta tinha meta de US$ 1. 800 (aproximadamente R$ 9. 500). Na descrição, Mullaley afirmou que os recursos pagariam uma “oportunidade única de viajar ao Equador” com o marido em julho de 2026.
Segundo o relatório analisado na audiência, ela pretendia atuar como intérprete de uma equipe de missão médica e ajudar a superar barreiras linguísticas. As doações também seriam destinadas a transporte, alimentação e hospedagem em hotel.
O Distrito Escolar Comunitário de Clinton tomou conhecimento de que a professora estaria “usando sua posição como professora para pressionar alunos a doarem fundos”. Mullaley foi demitida em 29 de maio por violações da política de ética do distrito.
A professora recebeu US$ 140 (aproximadamente R$750) em seis doações, com valores entre US$ 5 e US$ 50. A viagem estava prevista para julho de 2026.








