CUERNAVACA, MÉXICO — Estudantes da Universidade Autônoma do Estado de Morelos (UAEM) marcharam na terça-feira (15) para cobrar justiça pela morte da espanhola Claudia Tacoronte. Os alunos levaram faixas e uma bandeira da Espanha, cantaram palavras de ordem e pediram medidas imediatas contra o responsável pelo crime.
Tacoronte estudava na Universidade de Granada e estava no México em um programa de intercâmbio com a UAEM. O corpo foi localizado na noite de sábado (12), perto da Casa de Cultura, em Cuautla, no estado de Morelos, a cerca de 100 km ao sul da Cidade do México. Fontes policiais informaram que a estudante morreu após sofrer ferimentos provocados por faca.
A jovem estava havia menos de um mês em Morelos, segundo o promotor estadual Fernando Blumenkron. Ela estava hospedada no centro cultural para participar de um festival de plantas medicinais.
Outros casos
A morte de Tacoronte é o quarto feminicídio de uma estudante da universidade em 2026. Em março, os casos de Kimberly Joselin Ramos e Karol Toledo, que desapareceram e foram encontradas mortas dias depois, provocaram protestos na comunidade universitária. Estudantes ocuparam um campus por semanas e exigiram ações de segurança e justiça.
Entre janeiro e julho deste ano, Morelos registrou 21 feminicídios, segundo dados oficiais. No mesmo período, foram contabilizados 380 casos em todo o México.








