FAIRFORD — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão britânica de libertar sob fiança cinco homens presos perto da base aérea de Fairford, no oeste da Inglaterra. Os suspeitos são cidadãos britânicos da região de Londres, têm entre 23 e 25 anos e continuam submetidos a condições rigorosas de movimentação.
Em declaração a repórteres no Salão Oval, Trump afirmou estar surpreso com a soltura e disse que não teria libertado os homens. O presidente também sugeriu que as ações poderiam estar ligadas ao Irã, mas não apresentou detalhes. “Eu sei a resposta. Posso ser muito específico, mas prefiro não dizer”, afirmou.
Os cinco foram detidos na madrugada de domingo (27), perto da instalação usada pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. Bombardeiros B-1 americanos realizam missões contra o Irã a partir da base. Eles foram presos inicialmente por suspeita relacionada à posse de explosivos e depois também por suspeita de preparação de um ato terrorista.
A polícia antiterrorismo britânica informou que a investigação continua e que os homens estão sujeitos a medidas rigorosas de fiança. Laurence Taylor, oficial sênior da corporação, disse que o caso é analisado sob todos os ângulos, inclusive a possibilidade de participação de representantes ou indivíduos que atuem, de forma consciente ou não, em nome de um Estado estrangeiro.
Investigação e segurança
As autoridades não informaram onde os homens foram detidos nem o que havia nas três vans brancas encontradas perto da base. Imagens feitas no domingo mostraram um robô antibombas entre os veículos, em uma área de mata. As portas traseiras de duas vans estavam abertas, com grandes objetos pretos visíveis no chão. Mais tarde, foram ouvidas duas detonações controladas na direção do vilarejo onde os veículos estavam.
A ministra do Interior, Shabana Mahmood, disse que o local já estava seguro na tarde de segunda-feira (28). Um cordão policial permanecia ao redor das vans. Cerca de 85 famílias retiradas da área no domingo receberam autorização para voltar para casa na noite de segunda-feira.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, presidiu uma reunião do COBRA, comitê responsável por emergências nacionais. O secretário de Defesa, Wes Streeting, afirmou que a apuração segue em andamento e disse não querer especular sobre uma possível participação de um Estado estrangeiro hostil.
O Irã negou envolvimento. Em comunicado, a embaixada iraniana em Londres condenou as especulações que relacionavam o país à prisão dos suspeitos nas proximidades da base da RAF em Fairford.
Em julho, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã havia declarado que qualquer base usada para ataques contra o território iraniano seria considerada um alvo legítimo. Em março, o governo britânico autorizou a Força Aérea dos Estados Unidos a usar Fairford em ataques contra instalações de mísseis iranianos empregadas em ofensivas contra navios no Estreito de Ormuz.








