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Vídeos ampliam suspeitas sobre vínculos de saudita com envolvidos no 11 de Setembro
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Vídeos ampliam suspeitas sobre vínculos de saudita com envolvidos no 11 de Setembro

Imagens mostram Omar al-Bayoumi com Anwar al-Awlaki e autoridades sauditas; um diagrama de avião também foi encontrado entre seus pertences.

Novos vídeos e documentos apresentados em um processo movido por familiares das vítimas do 11 de Setembro levantam suspeitas sobre os vínculos de Omar al-Bayoumi com autoridades da Arábia Saudita e com Anwar al-Awlaki, que mais tarde lideraria a al-Qaeda na Península Arábica.

As imagens mostram Bayoumi abraçando Awlaki, em janeiro de 1998, e participando de partidas de paintball perto de San Diego ao lado dele e de um funcionário do Ministério dos Assuntos Islâmicos da Arábia Saudita. Em uma das gravações, os participantes usam uniformes militares, simulam combates urbanos e praticam tiro ao alvo.

Bayoumi sempre negou ser extremista, espião saudita ou ter conhecimento prévio dos ataques. Em 2021, ele também afirmou que não conhecia Awlaki. O vídeo que contradiz essa declaração só foi disponibilizado confidencialmente ao tribunal um ano depois e entrou nos registros públicos em 4 de setembro deste ano.

Evidências encontradas no Reino Unido

Bayoumi foi preso em Birmingham, no Reino Unido, em 21 de setembro de 2001. Entre os objetos recolhidos havia uma agenda com mais de duas dezenas de nomes de autoridades sauditas, software de simulador de voo, documentos de viagem e um diagrama de avião acompanhado de cálculos matemáticos.

A folha indicava a altura e a distância necessárias para conduzir um avião até determinado objeto no solo. Em 2021, Bayoumi disse ao tribunal que não se lembrava de quando havia escrito a equação. No ano passado, o juiz responsável pelo processo concluiu que a página, à primeira vista, ligava Bayoumi ao conhecimento dos ataques.

Embora cópias do diagrama tenham passado pelas mãos de agentes do FBI em Londres e Nova York, os investigadores britânicos que interrogavam Bayoumi não receberam o documento. O material também não foi encaminhado ao escritório do FBI em San Diego, que pediu repetidamente acesso às evidências.

Rick Lambert, que comandava a investigação em San Diego, afirmou: “Acredito que existe a possibilidade de que, se tivéssemos recebido essas evidências e as analisado, teríamos conseguido montar as peças do quebra-cabeça muito mais rapidamente.”

Bayoumi foi libertado em 28 de setembro de 2001. Nenhuma acusação foi apresentada contra ele. Jeffrey Breinholt, ex-diretor-adjunto de contraterrorismo do Departamento de Justiça, disse que o diagrama seria uma evidência significativa e declarou: “Já condenamos pessoas por menos.”

Investigação sobre autoridades sauditas

Agentes do FBI em San Diego e Los Angeles tentaram entrevistar autoridades sauditas ligadas ao Ministério dos Assuntos Islâmicos, mas não receberam autorização. Os investigadores suspeitavam que essas pessoas pudessem ter coordenado ajuda a Nawaf al-Hazmi e Khalid al-Mihdhar, dois dos sequestradores que chegaram primeiro aos Estados Unidos.

A Comissão do 11 de Setembro entrevistou Bayoumi em Riad, em outubro de 2003, na presença da polícia secreta saudita. O relatório publicado em julho de 2004 o descreveu como “prestativo e sociável” e afirmou não haver evidências de que tivesse visões extremistas.

Parte dos integrantes da comissão discordou dessa avaliação. Eles consideravam provável que Bayoumi soubesse que Hazmi e Mihdhar integravam a al-Qaeda. O relatório acabou dizendo que ele era um candidato improvável ao envolvimento clandestino com extremistas, atribuindo essa conclusão aos investigadores que haviam lidado diretamente com ele.

A comissão não teve acesso ao diagrama, ao vídeo da partida de paintball nem a grande parte das provas apreendidas pela polícia britânica. O processo das famílias sustenta que a Arábia Saudita foi cúmplice dos ataques e que Bayoumi ajudou três dos 19 sequestradores. Bayoumi e o governo saudita negam envolvimento.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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