Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tentam convencer Romeu Zema (Novo) a abandonar a corrida presidencial antes da votação do primeiro turno, no domingo (4). Apesar das conversas e dos recados enviados ao governador, a orientação pública é evitar uma cobrança direta.
A avaliação dos aliados é que, mesmo com intenção de votos considerada pequena, uma eventual desistência de Zema em favor de Flávio poderia alterar o resultado do primeiro turno. O movimento poderia aproximar Flávio de Lula ou até levar o candidato do PL ao primeiro lugar, ainda que a disputa terminasse em segundo turno.
Pressão nos bastidores
Os aliados de Flávio também argumentam que a candidatura de Zema é questionada dentro do Novo. Eles citam a desistência de Ricardo Salles (Novo), que passou a apoiar as candidaturas de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) ao Senado em São Paulo, como um possível incentivo para que Zema adotasse postura semelhante.
Ao mesmo tempo, existe receio de que uma pressão pública cause insatisfação e reduza a disposição de Zema para apoiar Flávio em um eventual segundo turno. Um aliado resumiu a estratégia: “ele é mineirinho, talvez não desista, é melhor respeitar”.
Por isso, mesmo com a articulação nos bastidores, aliados do senador afirmam que qualquer decisão será de “foro íntimo” de Zema, candidato e ex-governador de Minas Gerais.








