SÃO PAULO — O ato da direita realizado nesta segunda-feira (7), na Avenida Paulista, reuniu aliados de Flávio Bolsonaro (PL) em uma composição voltada a diferentes segmentos do eleitorado. No trio elétrico, os discursos abordaram segurança pública, economia, religião, combate à corrupção, defesa de Jair Bolsonaro e críticas ao ministro Alexandre de Moraes.
Flávio concentrou a fala mais ampla, enquanto os demais participantes enfatizaram temas ligados às suas áreas de atuação e aos públicos que buscam mobilizar. Entre os presentes estavam candidatos, dirigentes partidários, parlamentares e lideranças religiosas.
Apoio político em São Paulo
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apareceu como um dos principais aliados de Flávio no estado. Os dois têm participado de agendas conjuntas desde o início da campanha, algumas delas também com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
Tarcísio defendeu que as revelações envolvendo Moraes sejam esclarecidas e cobrou uma resposta institucional do Supremo. Também relacionou a trajetória de Jair Bolsonaro à candidatura do filho. “Em 2018, Deus levantou Jair Bolsonaro, uma pessoa a quem devo tudo, a quem devo toda a minha gratidão. Agora, Deus levanta Flávio Bolsonaro”, declarou.
Nunes direcionou seu discurso para a situação de pessoas e empresas endividadas e defendeu a eleição de senadores ligados à direita. Ele também atua na articulação da estrutura política paulista de Flávio.
Os candidatos ao Senado por São Paulo André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) participaram do evento. Derrite destacou a segurança pública, tema também explorado por Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice na chapa de Flávio e representante do Nordeste no ato.
Economia, religião e críticas ao Supremo
Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Jair Bolsonaro e auxiliar na elaboração do plano econômico de Flávio, falou sobre política fiscal. Ela criticou a chamada “gastança” do governo atual e a permanência de juros altos, além de se dirigir a mulheres e mães.
O pastor Silas Malafaia ficou responsável pelo discurso religioso e pelas críticas mais duras a Moraes. Ele pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, o afastamento do ministro. “Nós precisamos de instituições fortes. Desgraçar o Supremo é arrebentar com a democracia e com a República”, afirmou.
Os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Gustavo Gayer (PL-GO) também atacaram Moraes. Gayer defendeu o ministro André Mendonça, indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro. Os dois parlamentares ainda foram apresentados como mobilizadores de eleitores conectados às redes sociais, especialmente os mais jovens.
O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, reforçou a ligação entre o futuro político de Jair Bolsonaro e a eleição de Flávio. Bia Kicis (PL-DF), candidata ao Senado ao lado de Michelle Bolsonaro (PL-DF), participou do ato e justificou a ausência de Michelle: ela cuidava de Jair Bolsonaro durante a prisão domiciliar, em Brasília.
Também estiveram na Paulista Douglas Ruas (PL-RJ), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), Marco Feliciano (PL-SP), Sergio Moro (PL-PR) e Deltan Dallagnol (Novo-PR). Ruas é apontado como principal nome de Flávio na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Sóstenes e Feliciano ampliaram a presença evangélica, enquanto Moro e Dallagnol associaram suas participações ao discurso anticorrupção e à Operação Lava Jato.








