Ronaldo Caiado (PSD) defendeu a autonomia dos estados para definir estratégias de segurança pública e afirmou que o governo federal deve concentrar sua atuação nos crimes de competência da União. As declarações foram dadas em entrevista nesta quinta-feira (17).
O candidato à Presidência disse que os estados devem seguir as diretrizes gerais previstas na Constituição, mas manter liberdade para organizar suas políticas de segurança. Segundo Caiado, cabe ao presidente da República atuar diretamente nas ocorrências federais.
Entre as propostas apresentadas está a criação de um Ministério da Segurança Pública com integração entre o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a Receita Federal, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o setor de inteligência da Polícia Federal. A estrutura faria parte do sistema chamado Sentinela, voltado ao compartilhamento de informações com as forças estaduais e à identificação de empresas envolvidas em fraudes.
Caiado também prometeu construir 40 novos presídios equipados com scanners corporais. A medida, segundo ele, teria como objetivo conter a população carcerária.
Câmeras corporais
O candidato afirmou que a decisão sobre o uso de câmeras corporais por policiais deve ser dos governadores, e não do presidente. Ele disse que as condições de trabalho variam conforme a região e o tipo de operação.
“Câmera corporal é uma decisão do governador, não do presidente”, afirmou Caiado. Ao comparar operações na Faria Lima e em Paraisópolis, declarou que policiais podem enfrentar riscos diferentes, incluindo áreas onde há presença de pessoas com fuzis e lançamento de granadas.
Rodada de entrevistas
Caiado foi o terceiro presidenciável entrevistado nesta quinta-feira (17). Lula abriu a rodada na terça-feira (16), seguido por Romeu Zema. Flávio Bolsonaro (PL) participará na sexta-feira (18). Na próxima semana, estão previstas entrevistas com Augusto Cury (Avante), no dia 19, e Renan Santos (Missão), no dia 22. Todas terão duração de 30 minutos.








