APARECIDA DE GOIÂNIA — O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) defendeu nesta terça-feira (15) a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes e criticou o andamento de deliberações no Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante entrevista coletiva, Caiado afirmou que a Corte atravessa uma "fase procrastinatória" ao comentar a votação de uma questão de ordem que pode reunir processos para julgamento conjunto no dia 23. Para ele, essa etapa preliminar adia a análise principal dos casos.
"Tem que se aguardar essa decisão", declarou o candidato. Caiado também disse que a discussão em andamento trata da junção dos processos antes do julgamento.
Regras para nomeações
O candidato propôs uma mudança na Constituição para estabelecer idade mínima de 60 anos para os indicados ao STF. Ele também defendeu que os nomes tenham trajetória profissional reconhecida e passem por uma análise prévia da vida pregressa.
Essa avaliação, segundo a proposta apresentada por Caiado, seria feita antes do envio do nome pelo Executivo e envolveria órgãos como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Receita Federal e a Polícia Federal.
Ao ampliar as críticas ao cenário institucional, Caiado classificou o momento como de "degradação moral completa". Ele associou essa situação à falta de posicionamento de lideranças e ao envolvimento de figuras públicas em escândalos. Na avaliação do candidato, questões como violência, criminalidade e endividamento acabam deixadas em segundo plano.
Relação entre Executivo e STF
Questionado sobre uma eventual convivência entre o Palácio do Planalto e o Supremo, Caiado afirmou que respeitaria a Constituição. Ele citou sua atuação à frente do governo de Goiás como referência para essa relação.
O candidato disse ainda que a harmonia entre os poderes deve ser conduzida pela autoridade moral do governante e pela rejeição a negociações políticas espúrias.








