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Cálculo no STF prevê 42 votos por impeachment, mas quórum exige 54
Foto: Gustavo Moreno/STF
Política

Cálculo no STF prevê 42 votos por impeachment, mas quórum exige 54

Projeção considera a atual bancada da direita e candidatos ao Senado com chances reais de vitória em 2027.

Um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) calcula que um eventual processo de impeachment contra integrante da Corte teria 42 votos favoráveis no Senado que tomará posse em 2027. A projeção considera a bancada mais radical da direita e candidatos ao Senado com chances reais de vitória, mas avalia que o novo Congresso pode não ser tão bolsonarista quanto prevê a campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O número, porém, ficaria abaixo do quórum necessário para levar adiante a deposição de um ministro. Uma liminar de 2025 do decano do STF alterou a regra, que antes previa maioria dos senadores presentes na sessão. Após a decisão de Gilmar Mendes, passaram a ser exigidos dois terços do Senado, equivalentes a 54 votos.

A discussão ocorre durante o embate público entre Alexandre de Moraes e André Mendonça e em meio ao desgaste da imagem do Judiciário. As pressões por um processo no Senado que será formado em 2027 ganharam novo elemento com revelações sobre contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, antigo dono do banco Master.

De acordo com as informações apresentadas, Moraes teria conversado dezenas de vezes com Vorcaro, dado conselhos ao banqueiro e opinado sobre um possível plano de fuga do país. Também foi informado que, em um celular do executivo, foram analisados 31.975 logs, registros de atividades do aparelho.

A análise teria indicado ainda que Moraes editou pessoalmente um contrato milionário que incluía a esposa no quadro de funcionários de Vorcaro, que era investigado e consultado sobre estratégias jurídicas relacionadas ao banco.

Em 14 de novembro de 2025, Vorcaro escreveu a Moraes: “Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você”. Em outra mensagem, afirmou que o legado do ministro para o Brasil seria eterno.

Na sexta-feira, 4, o presidente do STF, Edson Fachin, declarou, durante uma solenidade no Palácio do Planalto, que “nenhuma autoridade está acima da lei” e que a Corte fará o que é certo.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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