Cleitinho Azevedo (Republicanos), senador por Minas Gerais, disputa o governo do estado nas eleições deste ano. Aos 44 anos, ele participa da quarta eleição da carreira, iniciada em 2016, quando foi eleito vereador de Divinópolis, sua cidade natal, pelo então PPS, hoje Cidadania.
Nos principais levantamentos divulgados no último mês, o senador aparece na liderança. No Datafolha, registra 37% das intenções de voto no primeiro turno, contra 13% de Patrus Ananias (PT) e 11% de Alexandre Kalil (PDT). Nas simulações de segundo turno, marca 54% contra 29% de Kalil e 59% contra 24% de Patrus.
Antes da política, Cleitinho trabalhava no varejão de verduras da família, em Divinópolis, e atuava como músico. Conforme biografia publicada pela Câmara Municipal, o irmão gêmeo, Gleidson Azevedo, percebeu a popularidade dos vídeos usados pelo político para divulgar as músicas e o incentivou a disputar uma eleição.
Carreira política
Em 2016, Cleitinho foi eleito vereador com 3.023 votos, a terceira maior votação para o cargo naquele pleito em Divinópolis. Em 2018, recebeu 115.492 votos e se tornou o quarto deputado estadual mais votado de Minas Gerais.
Filiado ao Partido Social Cristão (PSC), foi eleito senador em 2022, com 4.268.193 votos, terminando a disputa em primeiro lugar. O mandato no Senado vai até 2031. Se vencer a eleição para governador, terá de renunciar à cadeira para assumir o Executivo estadual.
O combate aos privilégios do poder público é uma das principais bandeiras de Cleitinho desde o começo da carreira. Como deputado estadual, ele defendeu a redução da taxa de licenciamento de veículos e apresentou um projeto para restringir a compra de bens e serviços de luxo com recursos públicos. A proposta resultou em uma lei estadual com critérios para impedir esse tipo de gasto na administração pública mineira.
Embora faça oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e se identifique como político de direita, Cleitinho tenta se apresentar menos ligado à polarização partidária. No Senado, defende o fim da escala 6x1 e a adoção do modelo 5x2. Em setembro, apoiou a candidata a deputada federal Ana Elisa (PT-MG), que havia denunciado ameaças de morte e de estupro, e pediu a prisão dos responsáveis.
O senador também sustenta críticas ao Supremo Tribunal Federal e defende a redução de impostos e dos gastos públicos. No registro entregue à Justiça Eleitoral, declarou patrimônio de R$ 956.564,03.









