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Eleições de 2026 não terão pesquisa nacional de boca de urna no 1º turno
Política

Eleições de 2026 não terão pesquisa nacional de boca de urna no 1º turno

Apuração oficial do TSE começa a ser divulgada a partir das 17h, enquanto pesquisas perderam espaço por custo e rapidez dos resultados.

As eleições de 2026 não terão pesquisa nacional de boca de urna no primeiro turno, repetindo o cenário de 2022. O eleitor poderá acompanhar diretamente os resultados oficiais conforme os votos forem totalizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A principal razão é a velocidade da apuração. Desde 2022, a votação ocorre das 8h às 17h pelo horário de Brasília em todo o país. Com o encerramento unificado, o TSE pode começar a divulgar os resultados a partir das 17h, conforme os votos são contabilizados pela Justiça Eleitoral.

A pesquisa de boca de urna é feita com eleitores depois que eles deixam o local de votação. Entrevistadores perguntam em quem essas pessoas votaram e, com base em milhares de respostas, os institutos calculam uma projeção. Depois, ainda é necessário coletar, organizar e processar os dados antes da divulgação.

As urnas eletrônicas emitem os Boletins de Urna assim que a votação termina. Esses dados são enviados aos sistemas da Justiça Eleitoral para a totalização. Como todas as seções seguem o mesmo horário pelo horário de Brasília, esse processo pode começar simultaneamente em todo o país.

Custo e diferença para o crime eleitoral

Para produzir uma amostra representativa do país, os institutos precisam mobilizar muitos entrevistadores e realizar milhares de entrevistas. Márcia Cavallari, então diretora do Ipec, afirmou em 2022 que o custo era elevado e que a primeira parcial do TSE poderia reunir mais votos contabilizados do que a pesquisa em sua amostra.

A boca de urna já vinha perdendo espaço antes do horário unificado. O Datafolha deixou de realizar esse tipo de levantamento para disputas presidenciais em 1998. Em 2018, o então Ibope foi o único grande instituto a divulgar uma pesquisa nacional no segundo turno presidencial. Foram entrevistados 30 mil eleitores; a projeção apontou 56% para Jair Bolsonaro e 44% para Fernando Haddad. O resultado oficial foi de 55,13% a 44,87%, respectivamente.

A pesquisa não deve ser confundida com o crime de boca de urna. A pesquisa é uma estimativa estatística feita após a votação. Já pedir votos, distribuir propaganda eleitoral ou abordar eleitores para tentar convencê-los a escolher determinado candidato são condutas proibidas no dia da eleição e podem caracterizar crime.

A ausência da pesquisa não interfere na apuração. A partir das 17h, os eleitores poderão acompanhar os votos efetivamente contabilizados pelo TSE.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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