A percepção sobre o resultado da eleição favorece Luiz Inácio Lula da Silva, embora a disputa direta com Flávio Bolsonaro apareça tecnicamente empatada. Para 54% dos entrevistados, o presidente será reeleito, enquanto 36% acreditam na vitória do senador do PL. Augusto Cury e Renan Santos foram citados por 1% cada, e 8% não souberam ou não responderam.
No segundo turno entre Lula e Flávio, o presidente tem 46% das intenções de voto, contra 45% do senador. A diferença de 1 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais. Na rodada anterior, os índices eram de 47% e 46%, respectivamente. Brancos e nulos passaram de 6% para 7%, e os indecisos permaneceram em 1%.
Cenário de primeiro turno
Na simulação estimulada, Lula oscilou de 42% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro manteve 37%. Augusto Cury aparece com 6%, Ronaldo Caiado com 5%, Renan Santos com 3% e Romeu Zema com 1%. Brancos e nulos somam 4%, e 2% não souberam ou não responderam.
Na pergunta espontânea, sem apresentação dos nomes, Lula tem 40% e Flávio, 34%. Augusto Cury registra 4%; Renan Santos e Ronaldo Caiado, 3% cada; e Romeu Zema, 1%. Outros nomes somam 2%, enquanto brancos e nulos chegam a 6% e os indecisos, a 8%.
A consolidação dos votos aumentou. Entre os eleitores que escolheram algum candidato, 84% dizem que a decisão é definitiva, e 15% afirmam que ainda podem mudar. Flávio tem 92% de voto consolidado, contra 90% de Lula. No segundo turno entre os dois, os índices sobem para 93% entre os eleitores do senador e 94% entre os do presidente.
Outros confrontos
Lula aparece com 47% contra 41% de Romeu Zema e marca 47% diante de 39% de Renan Santos. Contra Ronaldo Caiado, há empate de 45% a 45%. O presidente também tem vantagem numérica sobre Augusto Cury, por 45% a 43%. Considerando a margem de erro, os cenários contra Caiado e Cury configuram empate técnico.
Entre os eleitores que ainda admitem trocar de candidato, Flávio é a principal segunda opção, com 19%. Lula e Augusto Cury têm 15% cada, Ronaldo Caiado registra 14%, Renan Santos, 11%, Samara, 7%, e Zema, 4%.
Rejeição e avaliação do governo
O potencial de voto de Lula passou de 50% para 49%, enquanto o de Flávio recuou de 48% para 47%. A rejeição ao presidente oscilou de 48% para 49%, e a de Flávio ficou em 50% pela quarta rodada consecutiva.
A aprovação do governo Lula passou de 47% para 46%, e a desaprovação subiu de 49% para 50%. Na avaliação qualitativa, 35% consideram a administração ótima ou boa, 46% a classificam como ruim ou péssima e 18% dizem que ela é regular.
A BTG/Nexus realizou a 15ª rodada do levantamento por telefone, entre os dias 18 e 20 de setembro, com 2.006 pessoas. A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00485/2026.
O levantamento foi feito após uma sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal sobre uma questão de ordem ligada ao caso Banco Master e a uma petição que envolve Alexandre de Moraes. A análise do mérito foi suspensa depois de um pedido de vista do ministro Flávio Dino. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.








