Com 99,47% das urnas apuradas no país, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) avançaram para o segundo turno da eleição presidencial de 2026. A votação será realizada em 25 de outubro, um domingo.
Às 21h42, Flávio Bolsonaro tinha 47,13% dos votos válidos, contra 45,04% de Lula. O senador é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. O resultado ocorre após uma campanha em que Flávio reduziu a vantagem de Lula nas pesquisas de intenção de voto, em meio à crise no Supremo Tribunal Federal.
No segundo turno, os dois candidatos terão tempos iguais de propaganda no rádio e na televisão. A disputa deve ser definida pela transferência dos votos dos candidatos que ficaram fora da próxima etapa.
No primeiro turno, Flávio teve vantagem em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. O candidato também aparece mais forte no Sul e no Sudeste, região que concentra mais de 40% do eleitorado brasileiro. Lula mantém sua principal base no Nordeste e entre eleitores de menor renda.
As pesquisas divulgadas antes da votação apontavam uma disputa equilibrada. O Datafolha registrava Lula com 45% e Flávio com 42% dos votos válidos em um confronto direto. Na Quaest, os números eram 46% para Lula e 45% para Flávio. Nos dois levantamentos, havia empate técnico.
Estratégias para a segunda etapa
Lula deverá tentar conquistar eleitores de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). Pesquisas anteriores indicavam maior tendência desses grupos de escolher Flávio em um eventual segundo turno.
O presidente também buscará ampliar sua vantagem no Nordeste e recuperar espaço no Sudeste. No último Datafolha, 41% avaliavam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 35% o consideravam ótimo ou bom.
Flávio chega à nova etapa com o avanço registrado durante a campanha e a possibilidade de reunir o eleitorado antipetista. Lula terá a estrutura de um presidente candidato à reeleição, além do apoio de governadores e prefeitos aliados e da vantagem entre eleitores de menor renda.
Além da Presidência, o segundo turno definirá os governos estaduais que não tiverem sido decididos na primeira votação.








