São Paulo, Segunda-feira, 5 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,22 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 192.115 -0,00% São Paulo 17°C 16° / 23°
A notícia como ela é
Eleição brasileira é vista como disputa sobre influência de Trump na região
Política

Eleição brasileira é vista como disputa sobre influência de Trump na região

Análises internacionais destacam o papel dos Estados Unidos na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro e o temor de interferência externa.

A eleição brasileira deste domingo, 4, é acompanhada no exterior com foco no papel de Donald Trump na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. A possibilidade de influência dos Estados Unidos esteve entre as preocupações da campanha, ao lado de crime, custo de vida e corrupção.

O temor aumentou depois que os Estados Unidos suspenderam os serviços consulares no Brasil na sexta-feira, 2. A Austrália também fechou a embaixada em Brasília após um alerta americano. O Departamento de Estado não relacionou publicamente a medida à votação.

Em entrevista coletiva, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que não havia indicação concreta de interferência internacional. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse que a investigação aberta a partir de uma comunicação da representação americana não confirmou ameaça efetiva a embaixadas. Na sexta-feira, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão no caso.

A campanha de Lula pediu ao TSE que a suspensão dos serviços fosse incluída na apuração sobre suposta interferência externa. As autoridades brasileiras, porém, não confirmaram o alerta. Para Kassio Nunes Marques, “Até o momento, nós não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional”.

Disputa e cenário regional

As análises estrangeiras apresentam a eleição como parte de uma guinada à direita na América do Sul. Uma vitória de Flávio Bolsonaro é associada à possibilidade de maior aproximação com Washington e de acordos sobre minerais raros. Lula, por outro lado, é descrito como defensor de uma postura de resistência aos Estados Unidos e de alerta sobre a soberania nacional.

A condenação de Jair Bolsonaro também aparece como elemento central. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos por participação em uma trama golpista após a derrota de 2022. Flávio é tratado como seu herdeiro político.

Pesquisas citadas no exterior apontavam Lula com 45% e Flávio Bolsonaro com 43%, em empate técnico. Entre as principais preocupações dos eleitores estavam violência (31%), corrupção (20%), economia (19%) e saúde (12%).

Votação no exterior

O TSE informou que 918.876 brasileiros estavam habilitados a votar em 186 cidades fora do país, exclusivamente para presidente e vice. Esses votos seriam somados à apuração nacional, com divulgação a partir das 17h.

Na Europa, Lula aparecia à frente na Alemanha, na Irlanda e nos Países Baixos, com mais de 70% dos votos. O Japão era apontado como principal reduto de Flávio Bolsonaro: em Nagóia, Tóquio e Hamamatsu, o senador somava 24.601 votos, contra 5.234 de Lula.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5