Os primeiros registros da votação presidencial de 2026 fora do Brasil apontam uma disputa equilibrada entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Lula aparece na liderança em mais países e territórios, enquanto Flávio reúne o maior número de votos entre os boletins já contabilizados, principalmente pelo resultado no Japão.
A votação terminou antes em partes da Ásia e da Oceania por causa do fuso horário. Os boletins registram os votos de cada seção eleitoral e permitem acompanhar resultados locais antes da totalização nacional. A divulgação dos resultados presidenciais pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa às 17h de Brasília.
O eleitorado brasileiro no exterior tem 918.876 pessoas aptas a votar, distribuídas por 186 cidades, segundo o TSE. Fora do país, a inscrição eleitoral permite votar apenas para presidente e vice-presidente.
Resultados parciais
Lula está à frente nos boletins disponíveis de locais como Nova Zelândia, China, Coreia do Sul, Singapura, Austrália, Finlândia, Palestina e Jordânia. Flávio lidera no Japão, nas Filipinas, em Israel, na Tailândia, nos Emirados Árabes Unidos e na Grécia, entre outros.
Os registros têm abrangências diferentes. Alguns correspondem a uma única seção, enquanto outros reúnem várias seções ou jurisdições eleitorais. Por isso, os números não representam todos os votos dos brasileiros que vivem no exterior.
A diferença fica evidente no Japão. Nos 119 boletins das jurisdições de Nagóia, Tóquio e Hamamatsu, Flávio Bolsonaro teve 24.601 votos, contra 5.234 de Lula.
Em locais com eleitorados menores, Lula também aparece na frente, mas com diferenças absolutas mais baixas. Na Palestina, foram 1.078 votos para Lula e 46 para Flávio. Na Jordânia, 675 a 59; na Finlândia, 475 a 155.
Na Nova Zelândia, a votação começou às 16h de sábado, 3, no horário de Brasília, quando eram 8h de domingo no horário local. No Brasil, a votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Eleitores que estiverem na fila no momento do encerramento poderão votar.
A eleição será definida pela soma nacional dos votos válidos. Para vencer no primeiro turno, é preciso obter mais da metade desse total. Se nenhum candidato alcançar esse patamar, os dois mais votados disputarão o segundo turno em 25 de outubro. Os votos registrados no exterior entram na totalização nacional.








