Luiz Inácio Lula da Silva pediu uma revisão da estratégia de comunicação da campanha após se incomodar com os números mais recentes das pesquisas. A desaprovação do governo chegou a 50%, segundo levantamento da Quaest divulgado na segunda-feira.
A orientação é dar mais destaque às entregas feitas durante os quatro anos de mandato. A avaliação entre aliados é que uma exposição maior das ações do governo pode ajudar a melhorar os índices de aprovação de Lula.
Estratégia contra o principal adversário
Ao mesmo tempo, aliados do presidente defendem ampliar a exposição de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República e principal adversário de Lula na eleição. A estratégia inclui abordar fragilidades do senador e episódios associados à sua trajetória política.
Entre os pontos citados estão o caso conhecido como rachadinha e a relação com Daniel Vorcaro, do Master. Antes de Flávio se aproximar de Lula nas pesquisas, parte dos aliados defendia deixar essa ofensiva para o segundo turno.
A melhora do desempenho do filho de Jair Bolsonaro mudou essa avaliação. A maioria dos aliados agora quer antecipar a ofensiva, descrita internamente como uma “onda de exposed”, para criar dificuldades à campanha do senador do PL já nas próximas semanas.








