Marília Arraes, do PDT, disputa uma das duas vagas ao Senado Federal por Pernambuco nas eleições de 2026. Abel Neto e Edjane Figueiredo são os suplentes da chapa. A candidata foi escolhida pelo partido para representar a Frente Popular de Pernambuco.
Nascida em 12 de abril de 1984, em Recife, Marília é neta do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes. Ela se formou em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em 2007. Durante a juventude, participou do movimento estudantil e atuou em pautas de gênero e pela pluralidade de direitos. Também trabalhou em projetos voltados à conservação do patrimônio da universidade.
Trajetória política
Marília se filiou ao PSB em 2005. Dois anos depois, assumiu a Secretaria Estadual de Juventude e Emprego de Pernambuco, durante o governo de Eduardo Campos. Em 2008, aos 24 anos, foi eleita vereadora do Recife.
Na eleição de 2012, foi reeleita com 8.841 votos e depois passou a comandar a Secretaria Municipal de Juventude e Qualificação Profissional da capital pernambucana, na gestão de Geraldo Júlio.
Em 2014, elegeu-se deputada federal com 193.108 votos, a segunda maior votação do estado. Entre 2021 e 2023, ocupou o cargo de 2ª segunda-secretária da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Marília deixou o PSB em 2016, após divergências internas e um conflito com o primo João Campos. Os dois se enfrentaram no segundo turno da eleição para a Prefeitura do Recife, em 2020. João Campos venceu a disputa.
Atualmente, Marília preside o PDT em Pernambuco. Entre as propostas apresentadas por ela estão o fim da escala 6x1, da qual é coautora, e a criação de Delegacias da Mulher com funcionamento 24 horas em todo o estado. Ela também defende a quebra de patentes das canetas emagrecedoras para que sejam incorporadas ao SUS.
Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), declarou R$ 2.606.626,55 em bens, incluindo uma casa, um apartamento e investimentos.
Disputa e cargo
Além de Marília, concorrem ao Senado por Pernambuco Carlos Sant'Anna, do Novo; Eduardo da Fonte, do PP; Gorett Bitu, da UP; Humberto Costa, do PT; Mailson da Silva Neto, do PCO; Mariano Macedo, do PSTU; Mendonça Filho, do PL; Pastor Gilvan Costa, do Democrata; Paulo Rubem Santiago, da Rede; Samuel Timoteo, da UP; e Túlio Gadêlha, do PSD.
As eleições de 2026 serão realizadas em 4 de outubro. Os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Se houver segundo turno para presidente e governador, a votação ocorrerá em 25 de outubro.
O mandato de senador dura oito anos. Cada estado é representado por três senadores, e, nas eleições de 2026, cada eleitor poderá escolher até dois nomes. O Senado, junto com a Câmara dos Deputados, forma o Congresso Nacional. Entre as atribuições dos senadores estão elaborar e aprovar leis, fiscalizar o Estado e aprovar indicações para cargos como ministro do STF, procurador-geral da República e presidentes e diretores do Banco Central.








