Augusto Cury perdeu espaço na disputa presidencial a três semanas do primeiro turno, segundo a 14ª rodada da pesquisa BTG/Nexus. O escritor aparece com 6% das intenções de voto no principal cenário estimulado, após registrar 11% em 31 de agosto e 9% em 8 de setembro.
No mesmo período, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro ampliaram a vantagem sobre os demais candidatos. O presidente tem 42%, e o senador, 37%. Juntos, os dois somam 79%, contra 72% há duas semanas. Os candidatos que tentam ocupar espaço fora da polarização recuaram, em conjunto, de 21% para 15%.
Desempenho de Cury
Na pesquisa espontânea, Cury também apresentou queda: passou de 8% no fim de agosto para 6% na semana passada e 5% agora. Apesar disso, continua como o candidato mais bem colocado entre os nomes fora da dupla Lula-Flávio.
Ronaldo Caiado subiu de 4% para 5% no cenário estimulado. Renan Santos caiu de 4% para 2%, enquanto Romeu Zema e Samara aparecem com 1% cada. Rui Costa Pimenta, Hertz Dias, Edmilson Costa, Veterinário Wilson Grassi e Clariana Barão registram menos de 1% individualmente. A diferença entre Cury e Caiado é de 1 ponto percentual.
Entre os 17% dos eleitores que dizem que ainda podem trocar de candidato, Cury é citado como segunda opção por 17%. Lula aparece com 14%, Caiado com 13%, Flávio com 12%, Renan com 9% e Zema com 7%.
Dos eleitores que hoje dizem votar em Cury, 65% afirmam que a decisão é definitiva, enquanto 34% admitem mudar de candidato. Entre os eleitores de Lula, 89% dizem ter decisão tomada; entre os de Flávio, o índice é de 86%. A Nexus estima para Cury um piso de 4% e um teto de 9%.
Simulação de segundo turno
Cury também perdeu a dianteira numérica que havia obtido contra Lula em uma simulação de segundo turno. Na semana passada, o escritor tinha 45%, contra 43% do presidente. Agora, Lula aparece com 45%, e Cury, com 42%. A diferença de 3 pontos percentuais está dentro da margem de erro.
Cury tem potencial de voto de 42%, considerando os eleitores que dizem que ele é sua única opção ou que poderiam votar nele. A rejeição ao escritor é de 33%.
Metodologia
A pesquisa ouviu 2.003 eleitores por telefone entre 11 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04076/2026.








