A federação formada por Psol e Rede reforçou o pedido de cassação do mandato do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao Palácio do Planalto. A solicitação, apresentada originalmente em maio, é direcionada ao mandato pelo Rio de Janeiro e deve ser analisada pelo Conselho de Ética do Senado.
Em resolução divulgada nesta sexta-feira, 18, o bloco afirma que os desdobramentos recentes do caso Master, envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, precisam ser considerados na avaliação do pedido. Vorcaro está preso.
Conversas e repasses
A presidente nacional do Psol, Paula Corradi, disse que a operação Compliance Zero revela uma “relação íntima” entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Os nomes dos dois foram associados inicialmente em maio, após a divulgação de um áudio no qual o senador faz apelos ao banqueiro.
Nas mensagens, Flávio pede doações para Dark Horse, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, seu pai e ex-presidente da República, até chegar ao Executivo.
A Polícia Federal detalhou encontros e conversas entre o senador e Vorcaro antes da prisão do banqueiro. Os registros indicam pedidos de repasses para a produção e uma manifestação de solidariedade ao então proprietário do Banco Master.
Os registros citados pela Polícia Federal incluem uma conversa em 20 de agosto de 2025; uma cobrança sobre os repasses do filme em 8 de setembro de 2025; e uma intermediação de Thiago Miranda em 15 de setembro de 2025. No dia seguinte, houve uma ligação entre Flávio e Vorcaro, seguida por novas mensagens em 17 de setembro de 2025.
Em 22 de outubro de 2025, Flávio fez novo alerta sobre o orçamento do filme. Em Outubro/Novembro de 2025, Thiago Miranda cobrou Vorcaro. Em 7 de novembro de 2025, o senador agradeceu pela ajuda financeira para a produção. Em 16 de novembro de 2025, prestou apoio ao banqueiro antes de uma operação policial.








