IMBITUVA — O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) havia apontado riscos na aplicação de recursos da Previdência de Imbituva em letras financeiras emitidas pelo Banco Master. O alerta foi registrado antes da liquidação da instituição.
Os recursos não tinham cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O documento afirma que essa condição "impôs consequências críticas aos investidores". Ao todo, 18 estados e municípios aplicaram R$ 1,86 bilhão nesse tipo de investimento.
A análise da Coordenadoria de Acompanhamento de Atos de Gestão (CAGE), unidade técnica do TCE-PR, indicou três pontos principais: descumprimento da Política de Investimentos, porque o ativo tinha rating inferior ao mínimo exigido; risco relevante de crédito, considerado inadequado ao perfil do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS); e expectativa de dano, sem prejuízo consolidado naquele momento.
Decisão sobre o investimento
O registro inicial da operação teve um erro. O contador do FUNPREV informou Genial Investimentos como instituição emissora, embora a aplicação tenha sido feita em uma letra financeira do Banco Master. A Genial atuou como corretora da operação.
Diante dos riscos, o TCE-PR apontou a irregularidade e determinou a realização de uma assembleia para decidir entre manter ou desinvestir o ativo. A gestão, porém, "optou pela manutenção da aplicação baseado em pareceres e expectativas de mercado, apesar da advertência da Corte de Contas".
Em 6 de abril de 2026, o relator pediu a apuração de possível dano de cerca de R$ 4 milhões. Também solicitou a intimação do Fundo de Previdência Municipal de Imbituva como interessado no processo.








