ANDRADAS — A limpeza de brinquedos, tapumes e salas está entre as medidas indicadas para interromper a transmissão da escabiose em uma creche de Andradas, no interior de Minas Gerais. As aulas foram suspensas até esta terça-feira (29), enquanto a Secretaria de Saúde do município investiga ao menos sete casos entre alunos.
A dermatologista Andressa Vargas orienta que roupas e toalhas usadas recentemente pela pessoa infectada sejam lavadas, preferencialmente com água quente. Objetos que não podem passar por lavagem devem ser colocados em saco plástico fechado e permanecer isolados por alguns dias. Com a retomada das atividades, os pais precisam reforçar os cuidados com a higiene das roupas dos bebês.
Como ocorre a transmissão
A escabiose, também chamada de sarna humana, é provocada pelo ácaro Sarcoptes scabiei, que atinge a camada superficial da pele. O contágio ocorre principalmente quando há contato direto e prolongado com uma pessoa infectada. O compartilhamento de roupas, toalhas e roupas de cama também pode transmitir a doença, embora seja uma forma menos comum na escabiose habitual.
O contato físico frequente entre crianças pode facilitar a transmissão em creches. Depois da infecção, os sinais mais comuns são coceira intensa e bolhinhas vermelhas pelo corpo. O ato de coçar pode causar ferimentos na pele.
A doença tem tratamento eficaz e não é grave, mas a intervenção rápida ajuda a evitar novas lesões e o agravamento do quadro infeccioso. Andressa Vargas explica que as feridas provocadas pela coceira podem levar a infecções bacterianas que exigem tratamento adicional. Casos graves são raros e costumam estar ligados à sarna crostosa, mais comum em pessoas idosas, imunossuprimidas ou debilitadas. A especialista afirma que mortes por escabiose são raras e geralmente decorrem de complicações infecciosas, não do ácaro diretamente.








