São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Ferramenta de voz acerta risco de diabetes tipo 2 em até 80% dos casos
Saúde

Ferramenta de voz acerta risco de diabetes tipo 2 em até 80% dos casos

Tecnologia foi testada com gravações curtas e pode servir como triagem, mas não substitui exames de sangue nem avaliação médica.

A ferramenta de inteligência artificial teve desempenho de cerca de 80% ao diferenciar adultos com e sem diagnóstico de diabetes tipo 2. Em outro grupo, no qual os resultados foram comparados com exames de sangue, a identificação correta ocorreu em cerca de 75% dos casos.

O sistema também classificou os participantes em faixas de risco baixo, médio e alto. Entre as pessoas colocadas no grupo de baixo risco, nenhuma apresentou resultado compatível com diabetes ou pré-diabetes nos exames de sangue.

A tecnologia analisa gravações curtas de voz. O modelo foi treinado com mais de 63 mil áudios de pessoas nos Estados Unidos e no Reino Unido. Depois, os pesquisadores fizeram testes com gravações de cerca de 20 segundos, nas quais os participantes liam um texto curto.

Como a análise é feita

Pesquisas anteriores identificaram alterações na fala associadas à diabetes tipo 2, como rouquidão, voz mais áspera e dificuldade para controlar a respiração durante a conversa. Esses sinais são usados pelo sistema para calcular a probabilidade de a pessoa ter a doença.

A diabetes tipo 2 é uma doença crônica marcada pela resistência à insulina e pelo aumento da glicose no sangue. A condição é mais comum em adultos e costuma estar relacionada à obesidade e ao envelhecimento. Entre os sintomas estão sede excessiva, urina frequente, fadiga, visão embaçada, feridas de cicatrização lenta, fome constante e perda de peso sem causa aparente.

Limites do recurso

O desempenho foi menor em alguns grupos, incluindo pessoas negras e indivíduos com hipertensão, obesidade e problemas cardíacos. Segundo os autores, essas condições podem provocar mudanças na voz semelhantes às observadas na diabetes.

Os pesquisadores afirmam que a ferramenta não substitui exames de sangue ou avaliação médica. A proposta é usá-la como uma etapa inicial de triagem para indicar quem precisa de uma investigação mais detalhada. Estudos futuros devem avaliar o uso em ambientes clínicos e o desempenho em diferentes perfis de pacientes.

O estudo foi publicado na plataforma medRxiv em 18 de agosto e apresentado na reunião anual da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes, em Milão.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5