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Bolsa Família terá piso de R$ 691 a partir de outubro
Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Brasil

Bolsa Família terá piso de R$ 691 a partir de outubro

Reajuste de 15,04% eleva o valor mínimo e o benefício médio, enquanto pesquisas mostram disputa mais equilibrada entre Lula e Flávio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o reajuste do Bolsa Família. O piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691, e o valor médio recebido pelas famílias subirá de R$ 675 para R$ 777. Os pagamentos atualizados começam na folha de outubro, a partir de 19 de outubro.

A medida foi anunciada nessa quinta-feira (17/9), a 17 dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O governo afirma que o aumento de 15,04% recompõe a inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, com base na variação do INPC.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, disse que o reajuste foi definido com base na legislação e em estudos realizados pela pasta. A medida foi feita “com muita responsabilidade”, afirmou. Segundo ele, o governo considerou o cumprimento da lei e a responsabilidade fiscal.

Impacto no orçamento

De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o impacto será de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de cerca de R$ 22 bilhões no próximo ano. Ele afirmou que há espaço fiscal para a mudança e citou ações contra fraudes e revisão de despesas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o reajuste segue as regras orçamentárias e negou o uso de crédito extraordinário. Ele comparou a medida à “PEC Kamikaze”, que, em julho de 2022, elevou de R$ 400 para R$ 600 o valor mínimo do então Auxílio Brasil.

Em 31 de agosto, o governo havia enviado ao Congresso a proposta de Orçamento de 2027 sem previsão de aumento do Bolsa Família. O projeto destinava R$ 157,1 bilhões ao programa, abaixo dos R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e dos R$ 167,2 bilhões gastos em 2025. A equipe econômica remanejou recursos após uma revisão dos gastos previdenciários.

Pesquisas eleitorais

O reajuste ocorre enquanto levantamentos mostram avanço de Flávio Bolsonaro entre segmentos da base eleitoral de Lula. Na pesquisa Quaest divulgada em 14/9, Flávio apareceu numericamente à frente do presidente em uma simulação de segundo turno: 42% a 40%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Entre eleitores com renda de até dois salários mínimos, Lula tinha 51%, mesmo percentual das rodadas de 2 e 7 de setembro. Flávio passou de 29% para 32% nesse grupo.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio à frente por 47,2% a 46,8% no segundo turno. Já a Datafolha apontou Lula com 53% entre beneficiários do Bolsa Família ou pessoas que vivem com alguém contemplado pelo programa. Flávio tinha 28% nesse segmento. Entre os não beneficiários, os dois apareciam próximos: 37% para Flávio e 36% para Lula.

A oposição criticou o reajuste. Flávio Bolsonaro chamou a medida de ilegal e motivada por “desespero” eleitoral. O deputado Zé Trovão pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a suspensão do aumento e a cassação do registro de Lula, mas o ministro André Mendonça rejeitou a ação por falta de legitimidade do parlamentar para apresentá-la.

A Quaest também registrou queda da intenção de voto em Lula entre mulheres: de 45% em 2 de setembro para 41% em 14 de setembro. Flávio avançou de 35% para 38% no período. A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, tem defendido o engajamento feminino na campanha do presidente.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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