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Candidatos ao Senado por Minas trocam acusações durante debate
Foto: G1/Reprodução
Brasil

Candidatos ao Senado por Minas trocam acusações durante debate

Áurea Carolina citou boletim de ocorrência contra Marcelo Aro, que negou condenação e disse que a adversária mentia.

Marcelo Aro (PP) afirmou que deixaria a política caso fosse apresentada uma condenação contra ele por agressão a uma mulher. A declaração ocorreu durante o debate entre candidatos ao Senado por Minas Gerais nesta terça-feira (8/9), após Áurea Carolina (PSOL) mencionar um boletim de ocorrência registrado contra ele.

Aro disse que não foi denunciado por nenhuma mulher, que nunca foi condenado e que não responde a processo judicial. “Você faz política com mentira. A sua política é nojenta, você é mentirosa”, afirmou o candidato.

Troca de acusações

Nas considerações finais, Áurea retomou o caso. Ela declarou que existe um boletim de ocorrência por agressão contra Aro e afirmou que o registro não teria resultado em processo ou condenação. Para a candidata, a situação deveria ser considerada na discussão sobre violência contra as mulheres.

Aro respondeu que um boletim registra o relato levado à polícia, mas não comprova, sozinho, que o fato tenha ocorrido. Ele também afirmou que a mulher responsável pelo registro posteriormente se retratou.

O documento foi registrado em Belo Horizonte, em outubro de 2007, quando Aro tinha 20 anos e a ex-namorada, 17. No relato à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), ela mencionou “socos e pontapés” e disse que não ficou com marcas. O registro também cita supostas ameaças contra ela e amigos.

Registros mencionados

Além do boletim de 2007, Aro é citado em outro registro de 2008, por desobediência. Segundo o documento, ele foi preso em flagrante após uma ocorrência de perturbação do sossego em Belo Horizonte. Há ainda um boletim de 2012, por ameaça, registrado em Nova Lima.

O registro de ocorrência, isoladamente, não equivale a uma condenação criminal. A comunicação deliberada de um crime que a pessoa sabe não ter acontecido pode, conforme as circunstâncias, configurar crime previsto na legislação brasileira.

Áurea havia abordado o tema ao defender maior representação feminina no Senado e o enfrentamento à violência contra as mulheres. Ela questionou Aro sobre os relatos de agressões e sobre a resposta que daria a homens envolvidos em casos desse tipo.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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