BRASÍLIA — A medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para acabar com as bets no Brasil foi anunciada a nove dias do primeiro turno das eleições de 2026. A decisão foi questionada pela governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), que afirmou não haver segurança jurídica na determinação.
Celina também levantou a possibilidade de o governo retomar as apostas depois da eleição. “A preocupação é depois da eleição, se ele ganhar, trazer as bets de novo”, disse.
Críticas ao anúncio
A governadora afirmou ser contrária aos jogos eletrônicos de azar e defendeu que esse tipo de atividade não exista no país. Para Celina, as apostas têm provocado empobrecimento, prejuízos à economia e problemas para as famílias. Ela atribuiu ao governo a responsabilidade pela legalização e disse que a medida não deveria ter sido aprovada.
A declaração foi dada na manhã de domingo (27/9), depois que Celina participou da Corrida Cristã, no Parque da Cidade, em Brasília (DF). Ela classificou como oportunismo político a decisão de proibir as bets perto do primeiro turno.
“Estava demorando para o Estado fazer alguma coisa. Agora, ele fazer em momento eleitoral é oportunismo”, afirmou. Segundo a governadora, Lula trabalhou pela aprovação das apostas e mudou de posição quando o país estava empobrecido.
Devolução e fiscalização
A medida provisória foi assinada na sexta-feira (25/9), em São Paulo. Os bancos ficarão responsáveis por devolver, entre os dias 9 e 14 de outubro, o dinheiro aos apostadores que perderam a data-limite.
O governo também prevê intensificar a remoção de sites ilegais e as investigações sobre movimentações financeiras. Uma força-tarefa reunirá diferentes órgãos, com ampliação da fiscalização, da integração entre as forças e do compartilhamento de informações estratégicas. A estrutura do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Federal será fortalecida.








