O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu reduzir a taxa Selic para 13,75% ao ano. A decisão foi unânime e mantém o ciclo de cortes iniciado depois que os juros caíram para 14% na reunião anterior. Antes disso, a taxa permaneceu em 15% ao ano por cinco reuniões consecutivas.
A redução de 0,25 p.p. já era esperada pelo mercado financeiro. Em comunicado, o Copom afirmou que a decisão é compatível com a convergência da inflação para o redor da meta e também contribui para suavizar as flutuações da atividade econômica e promover o pleno emprego.
Cenário econômico
O Banco Central voltou a citar o ambiente externo como fator de atenção. O Copom avaliou que o cenário continua incerto diante da indefinição sobre conflitos armados e das dúvidas relacionadas à política monetária de algumas economias avançadas.
No cenário interno, o comitê reconheceu uma moderação gradual da atividade econômica. Segundo o comunicado, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram nas divulgações mais recentes, mas continuam acima da meta.
Apesar da nova redução, o Copom não indicou quais serão os próximos passos da política monetária. O comitê afirmou que a magnitude total do ciclo de calibração será definida com base em novas informações, com o objetivo de assegurar a convergência da inflação à meta.
A Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando os juros sobem, a expectativa é de redução do consumo e dos investimentos, com crédito mais caro e desaceleração da atividade econômica.
Projeções para os juros
As previsões do mercado indicam taxa de 10,50% ao ano em 2027, 10% ao ano em 2028 e 9,50% ao ano em 2029. As estimativas apontam que a Selic não deve ficar abaixo de dois dígitos até o fim do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2026, nem durante o mandato de Gabriel Galípolo à frente do Banco Central, que termina em 2028.








