São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
A notícia como ela é
Eduardo articula contra o Brasil nos EUA e pode prejudicar Flávio Bolsonaro, reconhecem aliados
Brasil

Aliados veem risco de Eduardo reaproximar Flávio de Trump na reta final

Campanha teme que pedidos de sanções contra Alexandre de Moraes nos EUA tragam de volta o desgaste do tarifaço para Flávio Bolsonaro.

Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam que a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos pode reabrir desgastes para a campanha a duas semanas do primeiro turno. O receio é que novos pedidos de sanções contra autoridades brasileiras voltem a associar o candidato ao presidente norte-americano Donald Trump nos últimos 14 dias da disputa.

A equipe de Flávio considera que a ligação com Trump perdeu espaço entre as críticas dos adversários. Também aponta como avanço a estratégia de associar politicamente o presidente Lula ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

O incômodo aumentou depois que Eduardo passou a defender, nos Estados Unidos, uma nova rodada de sanções contra Moraes. Para os estrategistas, eventuais punições oficiais do governo norte-americano poderiam recuperar o chamado fantasma do tarifaço, em referência à ofensiva comercial anterior contra produtos do Brasil.

Declarações diferentes

Durante uma agenda em Vitória da Conquista, na Bahia, Flávio negou que o governo norte-americano esteja ajudando a disputa eleitoral no Brasil. “Quem resolve a eleição é a gente aqui”, afirmou.

No mesmo dia, Eduardo confirmou que pede sanções contra Moraes em agendas nos Estados Unidos. “Em qualquer lugar que eu vou, peço sanção a Moraes”, declarou.

A preocupação da campanha não é a ofensiva contra o ministro em si. Flávio também elevou o tom dos ataques a Moraes e passou a usar a crise institucional envolvendo o STF como um dos eixos de crítica ao governo Lula. O temor é que as articulações de Eduardo façam a candidatura parecer dependente das ações de Trump.

Eduardo afirma que sua atuação em Washington também busca impedir novas retaliações comerciais contra exportadores brasileiros. “A gente sempre pede para que não aumente tarifas”, disse.

Apesar da apreensão, auxiliares de Flávio consideram favorável a cobrança feita recentemente pelo governo dos Estados Unidos ao Palácio do Planalto sobre o combate ao crime organizado. Em documento enviado ao Congresso norte-americano, Trump afirmou que o governo brasileiro falhou ao enfrentar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificados por Washington como entidades terroristas, e cobrou “medidas enérgicas”.

A campanha pretende explorar essa crítica nas falas de Flávio para reforçar a pauta de segurança pública, sem atribuir explicitamente ao senador a responsabilidade pelas ações do governo Trump.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5