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Em meio à crise, Renan retoma proposta de reforma que limite poderes do STF
Foto: Divulgação/Campanha Renan Santos
Política

Renan Santos defende reforma do STF e afastamento de ministros

Candidato do Missão propõe limitar poderes da Corte, acabar com decisões monocráticas e criar filtro para processos.

O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, voltou a defender mudanças no Supremo Tribunal Federal (STF) e reafirmou, nesta quinta-feira (17), a proposta de afastamento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Entre as medidas apresentadas, Renan citou a retirada da competência do STF para julgar deputados e senadores, o fim das decisões monocráticas e a criação de um filtro para os processos que chegam ao Tribunal. Na avaliação dele, as mudanças ajudariam a concentrar os julgamentos em casos concretos.

O coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) também defendeu o fim da possibilidade de escritórios de advocacia ligados a familiares de integrantes do STF. Ele classificou essa prática como “absurdo”. Para Renan, o enxugamento do Judiciário reduziria a interferência de agentes privados e públicos na Corte.

“Isso vai retirar boa parte do poder do STF de fazer negócios e ter poder sobre os demais Poderes”, afirmou a repórteres durante uma agenda em Chapecó, em Santa Catarina. Segundo ele, o objetivo seria restringir a atuação do Supremo à função de corte estritamente constitucional.

Críticas aos ministros

As críticas à Suprema Corte cresceram após a crise institucional dos últimos dias, marcada pela análise de acusações contra Alexandre de Moraes e André Mendonça. Mendonça enviou um pedido de investigação contra Moraes por relações com Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master. A conduta de Moraes durante a apuração também foi questionada no Tribunal.

Questionado sobre a possibilidade de ministros votarem em processos que analisam a própria condenação, Renan chamou a situação de “caso muito bizarro”. Para ele, os integrantes do STF não estão acima da lei, e a participação em casos nos quais são acusados afeta a situação institucional do país.

“Se o presidente da República aparece com uma mala de dinheiro roubada, ele pode ser investigado”, disse. Na avaliação do candidato, ministros do Supremo também deveriam estar sujeitos à investigação. Renan afirmou ainda que eventuais decisões ilegais podem interferir no sistema normativo brasileiro e na ideia de Estado Democrático de Direito.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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