Sete em cada dez brasileiros em idade de votar afirmam que a violência aumentou muito nos últimos dois anos, segundo a pesquisa Pax/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 17. A percepção aparece de forma semelhante entre diferentes faixas etárias e níveis de escolaridade.
O índice chega a 73% entre pessoas que estudaram até o ensino médio e entre moradores do Sudeste. Entre eleitores que se identificam com a direita, a avaliação alcança 80% no grupo de direita não bolsonarista e 87% entre os bolsonaristas.
Na esquerda não lulista, 55% dizem que a violência aumentou muito, enquanto 25% avaliam que o cenário ficou igual. No Centro-Oeste, 58% perceberam uma alta expressiva e 23% não notaram diferença.
Entre os que identificaram aumento da violência, 73% atribuem a percepção à combinação entre maior ocorrência de crimes e maior grau de violência nos delitos. Para 67% dos entrevistados, a punição aplicada aos criminosos tem sido menor.
Avaliação das instituições
A polícia militar de cada estado teve a maior aprovação entre as instituições avaliadas: 45% consideram positivo o trabalho realizado. A Polícia Federal aparece em seguida, com 44%. As avaliações negativas foram mais frequentes para o governo federal, citado por 36%, e para a Justiça do país, mencionada por 35%.
Apesar da avaliação das polícias, 43% afirmam que o trabalho dessas instituições não é positivo no combate às facções criminosas. A melhor percepção sobre a atuação policial está na captura de foragidos da justiça, com 38%.
Entre as propostas para enfrentar a criminalidade, educação e geração de oportunidades para os jovens têm a aprovação de 93% dos entrevistados. O mesmo percentual apoia o uso de inteligência artificial e câmeras de monitoramento integradas às forças policiais.
A restrição de armas de fogo pela população é a medida com menor aprovação: 58% apoiam e 39% rejeitam. A proposta é aceita por 62% das mulheres e 55% dos homens. Para a eleição dos governadores, 77% concordam totalmente que os candidatos incluam inteligência artificial e novas tecnologias nos planos de governo.
A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros acima de 16 anos entre 12 e 15 de setembro. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.








