GOIÂNIA — A Polícia Civil de Goiás aguarda os resultados de exames de DNA para verificar se os quatro filhos de uma mulher são fruto dos abusos que ela afirma ter sofrido do pai durante 17 anos. Segundo a delegada Aline Lopes, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), os laudos devem ficar prontos em um mês.
A mulher tem 29 anos e contou a familiares sobre os crimes depois que o pai foi preso por outro delito. Ela também relatou à polícia que era ameaçada de morte para não denunciar e que as violências ainda aconteciam.
O suspeito foi detido na última sexta-feira (11/9), em Anápolis, a cerca de 55 km de Goiânia. Conforme a delegada, ele negou o crime, recusou-se a fornecer material biológico e não quis prestar declarações à polícia. O homem disse apenas que falaria à Justiça. A Polícia Civil também o descreveu como violento, agressivo e controlador.
Relatos sobre o período dos abusos
O conselheiro tutelar Lídio José de Jesus, que acompanhou o caso com a Polícia Civil, afirmou que o homem voltou para Barro Alto depois de sair da prisão. A cidade era o local onde a família morava e onde, segundo o relato, os abusos começaram quando a vítima tinha 12 anos.
Ainda de acordo com o conselheiro, a mãe deixou a casa muitos anos atrás por sofrer violência doméstica. Ela teria descoberto o primeiro abuso, o que também teria levado à saída do lar.
Os filhos da mulher têm entre 1 e 11 anos. A família vivia em situação de vulnerabilidade social e dependia apenas da renda do suspeito, que trabalhava como caseiro em uma chácara com uma casa de eventos, em Anápolis.
Segundo Lídio, o homem impedia a filha de sair de casa para evitar que outras pessoas descobrissem o que acontecia. Ele também levava e buscava as duas crianças mais velhas na escola.








