SÃO PAULO — A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, prepara um ato na Avenida Paulista para o 7 de Setembro. A concentração está marcada para as 15h, em São Paulo.
A mobilização ocorre em 2026, ano de eleição presidencial, e pretende reproduzir a estética dos atos de Jair Bolsonaro, com militantes vestidos de verde e amarelo. O evento vinha sendo articulado pelo PL como uma demonstração de força da direita.
A data marca a Independência do Brasil, proclamada em 1822, e costuma ser celebrada com desfiles cívico-militares. Em anos eleitorais, também é usada para manifestações políticas.
Críticas ao STF e ao governo
Um dos principais focos do ato deve ser a oposição ao Supremo Tribunal Federal e ao ministro Alexandre de Moraes. A campanha pretende explorar apurações da Polícia Federal sobre a relação entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master.
Documentos analisados pela Polícia Federal mostram troca de mensagens entre os dois, encontros pessoais e a participação de Moraes na negociação de um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci de Moraes.
Nikolas Ferreira tem divulgado a mobilização nas redes sociais. Tarcísio de Freitas também chamou o 7 de Setembro de um “movimento de virada”. Flávio Bolsonaro definiu a data como uma oportunidade de “resgatar o Brasil”.
As convocações ainda citam o custo de vida, o crédito mais caro, os juros altos e críticas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva. Tarcísio associou o momento econômico a dificuldades financeiras e pedidos de recuperação judicial de grandes redes de varejo.
Dentro do PL, há defesa de cautela nos discursos. Flávio Bolsonaro também é investigado por sua relação com Vorcaro, após mensagens e documentos apreendidos pela Polícia Federal levantarem suspeitas sobre negócios ligados ao caso Banco Master. A orientação aos oradores é controlar o tom para evitar exposição do candidato.









