RIO DE JANEIRO — O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, reagiu nesta sexta-feira (18) à acusação de Luiz Inácio Lula da Silva de que ele teria ligação com milicianos do Rio de Janeiro. O senador negou qualquer vínculo e afirmou que pretende incluir as milícias entre os grupos classificados como terroristas.
“Vou declarar PCC, Comando Vermelho e milícias como grupos terroristas. Lula está gagá”, disse Flávio em resposta à declaração do presidente.
Acusação de Lula
Lula fez a acusação durante entrevista à Rádio Tupi, no Rio de Janeiro. Sem mencionar diretamente o nome do senador, afirmou que existe um candidato à Presidência ligado a milicianos e citou a família Bolsonaro.
O presidente também disse que integrantes do grupo familiar estariam envolvidos com milícias no país. Lula defendeu a necessidade de limpar a política e a polícia, classificando esse trabalho como árduo.
Flávio já havia declarado que, se for eleito, pretende classificar o Comando Vermelho e o PCC como grupos narcoterroristas. Após a fala de Lula, acrescentou as milícias à proposta.
Plano de governo
O plano de governo do senador, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prevê uma “guerra ao crime organizado”. O documento afirma que PCC, Comando Vermelho, milícias e outras facções seriam declarados organizações narcoterroristas.
A proposta prevê o combate aos grupos com força, inteligência e integração, além da prisão de líderes e do bloqueio de seus negócios ilícitos.
Durante um evento de campanha no Rio de Janeiro, em agosto, Flávio também disse que não iria baixar a cabeça para criminosos. Na ocasião, afirmou que narcoterroristas teriam até dezembro daquele ano para deixar o Brasil e que, a partir de janeiro do ano que vem, seu governo declararia guerra a eles.








