CATAGUASES — O candidato do MDB ao governo de Minas Gerais, Gabriel Azevedo, protocolou seis pedidos para cobrar providências sobre a conservação da Escola Estadual Manoel Inácio Peixoto, antigo Colégio Cataguases. Projetado por Oscar Niemeyer, o complexo tem problemas na piscina, nos vestiários e em outras áreas.
Gabriel visitou o local nesta segunda-feira (7/9), acompanhado do prefeito José Henriques e da vice-prefeita Carol Damasceno, ambos do MDB. Registros feitos durante a visita mostram ferragens oxidadas, pichações, revestimentos danificados e vegetação ocupando parte da área da piscina.
“Não esperei a eleição para agir. Estive aqui e registrei o que encontrei”, afirmou Gabriel. Os pedidos foram apresentados por ele como cidadão e encaminhados a órgãos estaduais e federais.
Solicitações a órgãos públicos
Em Minas Gerais, Gabriel apresentou um pedido de acesso à informação, solicitou uma vistoria ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) e registrou uma manifestação na Ouvidoria-Geral do Estado.
No governo federal, os requerimentos incluem pedidos de informação e vistoria ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), além de uma manifestação na plataforma Fala.BR, da Controladoria-Geral da União (CGU).
As solicitações abrangem o período de 1º de janeiro de 2019 a 7 de setembro de 2026. O candidato quer consultar documentos sobre conservação, manutenção, reformas e restaurações, além de contratos, projetos, responsáveis pelos serviços e recursos públicos autorizados, empenhados, liquidados e pagos.
Os pedidos de vistoria também solicitam uma avaliação técnica do complexo e a indicação de medidas emergenciais para preservar o patrimônio.
Proposta para a UEMG
Além da recuperação do imóvel, Gabriel defende a instalação de uma presença da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) no complexo, sem substituir a escola estadual. A proposta prevê estudos para cursos e atividades ligados à economia e à cultura da região, incluindo audiovisual, cinema, design de móveis, gastronomia, hospitalidade, arquitetura e urbanismo.
O candidato também sugere pesquisas sobre formas de reduzir riscos, com alternativas como áreas permeáveis, jardins de chuva, parques inundáveis, recuperação de margens e estruturas para armazenar água temporariamente. “Não podemos esperar a próxima inundação para perguntar o que poderia ter sido feito”, disse.
Construído na década de 1940 por iniciativa de Francisco Inácio Peixoto, o conjunto tem jardins de Roberto Burle Marx, mobiliário com participação de Joaquim Tenreiro e obras de Paulo Werneck e Jan Zach. Chico Buarque estudou como interno no local em 1959. O complexo também recebeu o painel “Tiradentes”, de Candido Portinari, depois vendido ao governo de São Paulo.








