Fernando Haddad afirmou que o crescimento do Banco Master ocorreu durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central, indicado por Jair Bolsonaro. O candidato ao governo de São Paulo disse que a instituição avançou entre 2019 e 2024, período correspondente à passagem de Campos Neto pelo comando da autoridade monetária.
A declaração foi dada nesta terça-feira (8/9), durante uma sabatina conduzida pela rádio Novabrasil. Haddad também alegou que Campos Neto teria feito campanha para Bolsonaro enquanto presidia o Banco Central, atividade que, segundo o candidato, seria proibida por lei.
Declaração sobre Vorcaro
Na mesma participação, Haddad afirmou que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixaria a prisão caso Flávio Bolsonaro fosse eleito presidente da República. “Na hipótese de o Flávio Bolsonaro ser eleito, o Vorcaro não fica na cadeia”, declarou.
Haddad acrescentou que o Banco Master não teria sido liquidado se Jair Bolsonaro tivesse conquistado a reeleição. Segundo o candidato, a instituição continuaria funcionando durante o governo do ex-presidente.
Críticas a Tarcísio
Em um evento de campanha realizado em São José do Rio Preto, no último sábado (5/9), Haddad criticou o governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas. A fala fez referência aos R$ 2 milhões recebidos por Tarcísio do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, durante a campanha de 2022.
Haddad também mencionou negócios do Banco Master com três ex-ministros de Bolsonaro e afirmou que um quarto ministro teria recebido dinheiro para a campanha. Ele disse ainda que Tarcísio e Bolsonaro receberam recursos para se eleger e que isso não seria coincidência.
As doações passaram a ser discutidas depois de uma declaração atribuída a Vorcaro, segundo a qual os repasses seriam propina acertada com Gilberto Kassab. Tarcísio respondeu que a acusação “beira o ridículo”.








