Fernando Haddad afirmou que negócios feitos por ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro e doações eleitorais ligadas ao Banco Master precisam ser associados à trajetória da instituição. O candidato do PT ao governo de São Paulo falou sobre o caso durante uma agenda neste sábado (5).
Haddad mencionou três ex-ministros de Bolsonaro que teriam feito negócios com o banco, mas não informou os nomes. Também citou um quarto ex-ministro que teria recebido dinheiro durante a campanha de 2022.
O candidato falou ainda sobre Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Zettel está preso desde 4 de março deste ano, no âmbito da Operação Compliance Zero. Segundo Haddad, ele doou R$ 5 milhões às campanhas eleitorais de Jair Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas: R$ 3 milhões ao ex-presidente e R$ 2 milhões ao atual chefe do Executivo paulista.
As duas doações foram, conforme o discurso, as maiores contribuições individuais recebidas pelas campanhas. Tarcísio, que foi eleito na ocasião, volta a disputar o cargo contra Haddad nestas eleições.
Relação com a origem do banco
Haddad disse que o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, se desenvolveu durante a gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central. Nesse período, Vorcaro recebeu autorização para assumir a gestão do então Banco Máxima, que se tornou o Master em 2021.
O ex-ministro da Fazenda também relacionou o caso ao plano chamado de “punhal verde e amarelo”, atribuído a integrantes do governo Bolsonaro. O documento motivou uma operação da Polícia Federal e previa matar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
“Todo mundo pôs a mão no dinheiro do Master. E nós não chamamos isso pelo nome que tem. Isso é uma máfia”, afirmou Haddad. Ele disse que a estrutura teria sido montada para manter o grupo no poder e associou a trama golpista às tentativas de impedir a posse de Lula e Alckmin.








