CAMPINAS — Um homem de 51 anos foi preso nesta sexta-feira (25/9) durante a segunda fase da Operação Infiltrados. A investigação aponta que ele movimentava dinheiro para um chefe de investigadores ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e teria fornecido um celular clandestino para ocultar tratativas ilícitas.
A ação foi conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pelo 1° Batalhão de Ações Especiais (Baep). Promotores e policiais cumpriram um mandado de prisão e outro de busca e apreensão. A identidade do suspeito não foi divulgada.
Valores sob investigação
Segundo o MPSP, comprovantes de depósitos em nome do preso estavam entre os materiais recolhidos na primeira fase da operação. Documentos apontam que as transações feitas entre janeiro de 2025 a janeiro de 2026 chegaram a quase meio milhão de reais, com depósitos que variavam de R$ 10 mil a R$ 51,7 mil.
Para os investigadores, os valores não seriam compatíveis, a princípio, com os rendimentos dos investigados e os cargos públicos ocupados por eles. Nesta sexta-feira, foram apreendidos dois celulares e um caderno com anotações fiscais que podem ter relação com o esquema.
Ligação com o caso
A participação do homem foi identificada após a apreensão de documentos, celulares e notebooks na primeira fase da operação, deflagrada em 9 de junho. Ele seria ligado diretamente a Maurício Aparecido de Oliveira, chefe dos investigadores preso na etapa inicial por suspeita de elo com o PCC.
A Operação Infiltrados apura uma tentativa de matar Amauri Silveira Filho, promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), órgão vinculado ao MPSP. As primeiras prisões ocorreram em junho deste ano no interior de São Paulo e na capital paulista.
“Todos os fatos continuam sob apuração no Gaeco, a fim de identificar outros eventuais integrantes da associação criminosa, que também serão denunciados à Justiça”, informou a Polícia Militar.








