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Lula lidera disputa, mas enfrenta cenário aberto para a reeleição
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Lula lidera disputa, mas enfrenta cenário aberto para a reeleição

Pesquisas apontam vantagem estreita sobre Flávio Bolsonaro e indicam uma disputa de segundo turno marcada por rejeição e incertezas.

Luiz Inácio Lula da Silva chega à véspera do primeiro turno como líder nas pesquisas, mas sem segurança para a reeleição. O Datafolha atribui 45% dos votos válidos ao presidente e 42% a Flávio Bolsonaro (PL). Na Quaest, a diferença é menor: 46% a 45%.

Em uma simulação de segundo turno do Datafolha, Lula aparece com 48%, contra 45% de Flávio, resultado de empate técnico. Uma eventual liderança no domingo, portanto, não garantiria ao presidente uma vantagem clara na etapa decisiva.

Força eleitoral e dificuldades

Aos 80 anos, Lula disputa sua sétima eleição presidencial, tenta conquistar o quarto mandato e permanece como principal liderança da esquerda brasileira. Na última semana de campanha, passou por Pará, Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Em Belém, um ato reuniu cerca de 100 mil pessoas.

A campanha teve mais tempo de televisão, consolidou Lula como candidato praticamente único da esquerda e deve garantir a ele ampla vantagem no Nordeste. Medidas como o Desenrola, o reajuste do Bolsa Família e o banimento das bets também foram usadas pelo governo para recuperar a iniciativa.

Apesar disso, o Datafolha mostra que 41% classificam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 35% o consideram ótimo ou bom. A campanha também passou parte da disputa na defensiva, respondendo a críticas sobre o custo de vida, a crise no STF e investigações envolvendo um dos filhos do presidente.

Outro obstáculo foi a demora para que o material de campanha estivesse disponível em todo o país. A defesa da soberania nacional diante dos Estados Unidos também ocupou semanas da campanha, embora tenha eficácia eleitoral limitada diante de preocupações mais imediatas do eleitorado.

Economia e mapa eleitoral

O mercado de trabalho chega à eleição com desemprego baixo e renda em alta, mas famílias continuam pressionadas por dívidas e juros. Empresários, investidores e setores de maior renda mantêm desconfiança em relação a Lula. A dívida bruta do governo geral chegou a 82,9% do PIB em agosto. Em janeiro de 2023, quando Lula assumiu, representava 71,38% do PIB.

No mapa regional, Lula mantém vantagem no Nordeste, enquanto Flávio domina o Sul e é competitivo no Sudeste, região que concentra mais de 40% do eleitorado. A pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostra Flávio à frente em São Paulo, por 45% a 39%, e empate em Minas Gerais, com 44% para cada um.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) é favorito para vencer em primeiro turno em São Paulo, e Cleitinho (Republicanos) chegou à véspera da votação com mais de 50% dos votos válidos em Minas Gerais. Caso aliados da direita confirmem vitórias estaduais, poderão oferecer estrutura, palanque e mobilização a Flávio.

Lula também pode contar com vitórias de aliados no Piauí, na Bahia, no Ceará e em outros estados do Nordeste. Essas conquistas podem liberar redes de prefeitos e estruturas partidárias para ampliar sua vantagem regional. O efeito, porém, não é automático, e a abstenção tende a ganhar peso no segundo turno.

Se a disputa avançar, Lula terá 21 dias para tentar ampliar sua vantagem. Precisará conquistar eleitores de candidaturas menores, muitos deles ligados à direita, além de manter nas urnas sua base entre os segmentos de menor renda. As pesquisas indicam que ele segue competitivo, mas distante de uma vitória segura.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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