SÃO PAULO — A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) vai usar os últimos dias antes do primeiro turno para tentar reduzir a rejeição ao candidato e ampliar sua votação entre eleitores de outros nomes da disputa. A estratégia também busca fazer o senador terminar a primeira etapa à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o que, na avaliação de aliados, fortaleceria as negociações por apoio no segundo turno.
Os levantamentos mais recentes mostram uma disputa apertada. A pesquisa Quaest divulgada em 21/9 apontou Lula com 37% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Flávio. No segundo turno, o senador apareceu com 42%, e o petista, com 41%. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 17 e 20 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.
No Datafolha divulgado em 24/9, Lula registrou 40% no primeiro turno, e Flávio, 36%. Na simulação de segundo turno, o petista teve 47%, contra 45% do candidato do PL. O instituto ouviu 2.002 pessoas entre 22 e 23 de setembro, também com margem de erro de dois pontos percentuais. O mesmo levantamento indicou rejeição de 45% para cada um dos dois candidatos.
A campanha pretende explorar temas como endividamento da população e segurança pública, além de retomar investigações que citam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete presidencial. A ideia é reacender o antipetismo e pedir que eleitores de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) antecipem o voto contra Lula.
As inserções de rádio e televisão tentam apresentar Flávio como uma opção mais moderada e alcançar pessoas afastadas tanto de Jair Bolsonaro quanto de Lula. “Tenho minhas qualidades, meus defeitos, mas sou diferente dos dois”, diz o senador em uma das peças.
A equipe também considera que uma vitória sobre Lula no primeiro turno ajudaria nas conversas com partidos do Centrão que não integram a coligação. A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, sinalizou apoio a Flávio caso ele avance ao segundo turno.
O Sudeste será prioridade na reta final. A região concentra mais de 66 milhões de eleitores, cerca de 42% do eleitorado brasileiro, e os maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Datafolha, Flávio aparece com 37% contra 35% de Lula no primeiro turno; na Quaest, com 36% contra 30%.
A agenda prevê Rio de Janeiro neste fim de semana, compromissos em Sergipe e Goiânia no domingo (27/9), retorno a São Paulo na segunda-feira (28/9), possível participação no debate da TV Globo em 1º/10 e uma motociata em São Paulo no sábado (3/10). No domingo (4/10), Flávio deve votar em uma escola na Vila Isabel, no Rio de Janeiro.








