Há 67 anos, a União Soviética realizou o primeiro contato direto de um objeto feito por humanos com um corpo celeste. A sonda Luna 2 atingiu a superfície da Lua na madrugada de 14 de setembro de 1959, no horário de Moscou.
O lançamento ocorreu em 12 de setembro de 1959, do Cosmódromo de Baikonur, no atual Cazaquistão. A missão foi a sexta tentativa soviética de alcançar diretamente o satélite natural. As missões anteriores não costumavam receber nomes quando fracassavam.
Uma missão planejada para terminar no impacto
Com 156 quilos, a Luna 2 seguia em trajetória direta para a Lua e carregava instrumentos para medir radiação ionizante, radiação eletromagnética e campo magnético. A sonda também transportava cerca de um quilo de sódio gasoso, liberado no início da viagem para facilitar a visualização de seus movimentos.
Antes da colisão, o equipamento soltou duas esferas preparadas para explodir. Elas lançaram pequenos objetos pentagonais com a inscrição “URSS Setembro 1959”, além da origem e do ano do lançamento.
A missão foi considerada um sucesso pelo programa espacial soviético. O resultado intensificou a corrida espacial e reforçou a demonstração de capacidade econômica e tecnológica da União Soviética diante dos Estados Unidos.
A Luna 2 foi a segunda missão soviética associada ao nome Luna. A anterior, Luna 1, tinha como objetivo atingir a superfície lunar, mas passou longe demais. Depois de escapar da órbita da Terra, a sonda entrou em órbita ao redor do Sol e recebeu o apelido de “мечта”, que significa sonho em russo. Também foi chamada de primeiro “planeta artificial”.
O governo soviético organizou eventos e exposições sobre a Luna 2 em diversos países. Durante uma visita a Washington, o então premiê Nikita Khrushchev entregou ao presidente Dwight D. Eisenhower uma réplica dos objetos pentagonais lançados pela sonda.








