BRASÍLIA — O Metrô-DF vai ampliar os horários de pico da manhã e da tarde nesta segunda-feira (28/9), durante a greve dos rodoviários do Distrito Federal. A companhia informou que a medida busca colocar mais trens em circulação para atender ao aumento na procura pelo transporte.
Os períodos normalmente considerados de maior movimento são das 6h às 8h45 e das 16h45 às 19h30. O Metrô-DF não informou por quanto tempo os horários serão estendidos. "Vai depender da demanda", afirmou a companhia.
A empresa também negocia internamente com a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) um reforço na segurança das principais estações, diante da possibilidade de aumento no número de passageiros.
Paralisação dos ônibus
A greve começa à 0h desta segunda-feira. A paralisação foi mantida em assembleia realizada neste domingo (27/9), depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pelas empresas de ônibus. Não há previsão para o encerramento do movimento.
A oferta previa reajuste salarial de 6%, aumento de 7% no tíquete de refeição e alimentação e na cesta básica, além de 11,88% no auxílio-saúde e no plano odontológico. A categoria pede reajuste de 8% nos salários, 10% nos benefícios de alimentação e 12% no plano de saúde.
O Governo do Distrito Federal (GDF) informou ter tomado medidas judiciais no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). O Executivo quer que a Justiça determine a circulação de 80% da frota nos horários de menor movimento e de toda a frota nos períodos de maior fluxo: das 6h às 8h30 e das 17h às 19h30.
Segundo o GDF, as negociações estão abertas desde julho e mais de 10 propostas foram apresentadas pelas empresas. O governo também mencionou a proximidade das eleições e disse que o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) pediu apoio da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) para garantir o transporte público durante o pleito.
Posição das empresas
As concessionárias repudiaram a greve e afirmaram que ela foi aprovada mesmo com uma proposta que previa reajustes acima da inflação. As empresas disseram que motoristas, estudantes, pacientes e idosos dependem dos ônibus diariamente.
As concessionárias afirmaram estar em negociação há mais de 10 rodadas. Segundo elas, o salário dos motoristas subiu de R$ 1.607,05 para R$ 4.034,60, alta de 151%, enquanto o INPC acumulado no período foi de 97%. As empresas disseram que continuam abertas ao diálogo e cobraram o cumprimento da Lei nº 7.783/1989.








