MOGI DAS CRUZES — A Secretaria da Segurança Pública (SSP) ainda não informou o que causou o mal-estar de Milton Leite, levado a um hospital neste sábado (19/9), antes da audiência de custódia. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi enviada à Cadeia Pública de Mogi das Cruzes para prestar atendimento ao ex-vereador.
Leite está preso na unidade instalada no 1° Distrito Policial. O local fica próximo a hospitais, entre eles o Luzia de Pinho Melo, citado como uma das referências da região.
A audiência de custódia deveria analisar as circunstâncias da prisão e a necessidade de mantê-la. Os outros nove presos na Operação Vectura Corrupta passaram pelo mesmo procedimento, e as prisões temporárias foram mantidas diante das provas obtidas durante a investigação.
Entrega e investigação
Milton Leite se entregou nessa sexta-feira (18/9), na Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes. Antes disso, era considerado foragido por não ter se apresentado dentro do prazo de 24 horas estabelecido.
O ex-vereador, que ocupou sete mandatos na Câmara Municipal de São Paulo, declarou ser inocente. “Eu não cometi nenhum crime e nada devo”, afirmou. Ele também disse acreditar na Justiça e que respeitaria as decisões do processo.
Durante as buscas realizadas na manhã de sexta-feira, antes da entrega, a Polícia Civil encontrou R$ 280 mil e US$ 89 mil na casa de um assessor ligado a Leite. Os valores correspondiam a cerca de R$ 457 mil e totalizavam aproximadamente R$ 737 mil.
A Justiça decretou a prisão temporária de 16 investigados por suspeita de participação em um esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público de São Paulo. Segundo o delegado Fabricio Intelizano, as prisões têm duração de 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período.
A Operação Vectura Corrupta foi deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Além de Milton Leite, o ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira está entre os alvos. Ao todo, foram cumpridos outros 18 mandados de busca e apreensão na capital, no interior e no litoral paulista.
As investigações apontam que pelo menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo de São Paulo seriam controladas pelo PCC. Leite nega qualquer relação com a organização criminosa.








