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Paulo Korek é preso durante investigação sobre infiltração do PCC no transporte
Foto: Reprodução
Brasil

Paulo Korek é preso durante investigação sobre infiltração do PCC no transporte

Empresário se apresentou à Polícia Civil em Mogi das Cruzes e ficará detido por ordem da Justiça.

Paulo Sirquera Korek Farias foi preso neste sábado (19/9), após se apresentar e prestar depoimento na Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (DISE) de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. A prisão temporária foi determinada pela Justiça, e ele permanece detido à disposição do Judiciário.

A Polícia Civil informou que a apresentação ocorreu com acompanhamento da Corregedoria da instituição. Korek era procurado desde a última quinta-feira (17/9) e é investigado na Operação Vectura Corrupta, que apura a suspeita de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público de São Paulo.

O empresário é dono do time de futebol Água Santa, de Diadema, e das empresas de transporte Translider e A2. As investigações apontam que ele seria um “testa de ferro” do PCC e administraria interesses do crime organizado no setor de transportes. Korek nega as acusações e questiona a atuação do delegado Fabrício Intelizano, responsável pela operação.

Investigação sobre o transporte

A Justiça determinou a prisão temporária de 16 investigados na operação, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). Conforme o delegado Fabricio Intelizano, as prisões têm duração de 30 dias, com possibilidade de prorrogação por igual período.

Também foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão na capital, no interior e no litoral paulista. O ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira foi preso na quinta-feira. Outros quatro alvos continuam foragidos.

As apurações indicam que, em tese, pelo menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo de São Paulo seriam controladas pelo PCC. A estrutura investigada envolveria empresas de fachada, direcionamento de licitações, apoio político e lavagem de capitais.

Milton Leite

Milton Leite se entregou na sexta-feira (18/9), na DISE de Mogi das Cruzes. O ex-vereador de São Paulo é suspeito de envolvimento no esquema e declarou ser inocente.

Durante as buscas realizadas antes da apresentação, a Polícia Civil encontrou R$ 280 mil e US$ 89 mil na casa de um assessor ligado a Leite. Segundo o texto-fonte, os valores somavam aproximadamente R$ 737 mil, considerando a conversão de US$ 89 mil, equivalente a cerca de R$ 457 mil no câmbio do dia.

Leite chegou à Câmara Municipal de São Paulo em 1997 e exerceu sete mandatos consecutivos. Ele presidiu a Casa entre 2017 e 2018 e novamente de 2021 a 2024. Atualmente, preside o União Brasil no estado de São Paulo e nega qualquer relação com o PCC.

Texto produzido pela Redação Voz em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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