SÃO PAULO — O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite se apresentou à polícia na tarde desta sexta-feira (18). A confirmação foi feita pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Ele se entregou na Dise de Mogi das Cruzes.
Leite é investigado na Operação Vectura Corrupta, iniciada nesta quinta-feira (17). A ação apura a possível infiltração do PCC, o Primeiro Comando da Capital, no poder público e no sistema de transporte coletivo da capital paulista.
Buscas e valores encontrados
Na manhã desta sexta-feira (18), a Polícia Civil de São Paulo fez buscas na casa de um assessor ligado ao ex-vereador, em Sorocaba. A operação tinha o objetivo de localizar Milton Leite, que era alvo de um mandado de prisão.
Durante a diligência, os policiais encontraram R$ 287 mil e US$ 89 mil. As investigações receberam informações de que Leite havia estado no imóvel na quarta-feira (16).
Investigação sobre empresas
A Operação Vectura Corrupta cumpre 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. Segundo as investigações, Milton Leite é citado nominalmente como responsável direto pela operação de algumas empresas controladas pelo PCC.
O Ministério Público afirma que declarações de policiais militares em procedimento no Tribunal de Justiça Militar apontam o ex-vereador como dono de fato da empresa Transwolf.
A investigação é um desdobramento da Operação Decúrio, deflagrada em agosto de 2024. O caso identificou um projeto de infiltração do PCC nas eleições municipais de 2024, com o lançamento de candidatos aos cargos em disputa.
Também foi apontado o possível envolvimento de ao menos uma servidora municipal comissionada com um integrante do alto escalão da organização criminosa. A defesa de Milton Leite foi procurada, mas não havia enviado uma manifestação até a publicação das informações.








