A adaptação de nomes de integrantes da realeza e de papas continua em uso em Portugal e também aparece no Brasil, mas com menos frequência. É por essa tradição que Elizabeth II (1926-2022) pode ser chamada de Isabel II, enquanto William, Harry e Catherine, conhecida como Kate Middleton, aparecem como Guilherme, Henrique e Catarina.
O costume se tornou popular em Portugal no século XIX e chegou ao Brasil durante a colonização. Com o passar do tempo, porém, deixou de ser comum no país. Atualmente, a prática costuma ficar concentrada nos nomes da realeza britânica quando eles recebem uma forma em português.
Nomes adaptados também na literatura
O linguista português Marco Neves afirma que, até o século XIX, a tradução de nomes era frequente e não se limitava a personalidades conhecidas. Escritores de outros países também tiveram seus nomes adaptados em edições publicadas em português.
Entre os exemplos estão Jules Verne, que passou a ser chamado de Júlio Verne; Liev Tolstói, identificado como Leão Tolstói; e William Shakespeare, apresentado como Guilherme Shakespeare.
A tradição de traduzir nomes de integrantes da realeza e de papas foi desenvolvida pelos portugueses para facilitar a comunicação. Um exemplo recente é o papa Leão XIV, forma em português de Leo XIV, nome que mantém a mesma grafia em inglês.
De acordo com Marco Neves, as traduções são aplicadas em Portugal e no Brasil. Ainda assim, nem todos os nomes recebem adaptação no país europeu.








