SÃO PAULO — O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira (10/9) a Operação Frankmobile para combater um esquema de roubo, receptação, desbloqueio e venda de celulares. A ação cumpre 84 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão em São Paulo e em Goiás. Também houve bloqueio de bens que somam mais de R$ 5 milhões.
De acordo com o MPSP, a organização funcionava por meio de quatro núcleos. O primeiro era formado por responsáveis pelos roubos e furtos. Entre as práticas investigadas está a chamada “gangue do quebra-vidro”, que leva celulares de motoristas parados em congestionamentos. A investigação também cita latrocínios e furtos durante grandes eventos.
O segundo grupo recebia os aparelhos, fazia o desbloqueio e acessava contas bancárias e dados pessoais das vítimas. A revenda ficava a cargo do terceiro núcleo. Os integrantes modificavam o IMEI, identificação de cada celular, e retiravam bloqueios técnicos para reaproveitar peças. A utilização de sites hospedados no exterior dificultava a ligação entre os aparelhos comercializados e os registros dos crimes, além de contornar bloqueios baseados no IMEI original.
O quarto núcleo desmontava os celulares e vendia os componentes separadamente, com o objetivo de aumentar o lucro. O MPSP informou que boa parte das empresas identificadas fica no centro de São Paulo. Algumas não tinham regularidade formal e apresentavam movimentação financeira incompatível com o próprio porte.
A investigação começou há mais de dois anos e teve apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública, da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Penal e da Secretaria de Estado da Fazenda. Ao todo, 1.700 agentes participaram da força-tarefa, que contou ainda com cães farejadores.
As autoridades esperam interromper a cadeia econômica ligada aos furtos e roubos de celulares e reduzir os indicadores desse tipo de crime em São Paulo.








