BELO HORIZONTE — A Savassi registrou 527 roubos e furtos de celulares até junho de 2026, segundo dados da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp). O bairro aparece na segunda posição entre as regiões de Belo Horizonte com mais ocorrências desse tipo.
Foi na Savassi que a bancária Luana Araújo de Souza Costa, de 30 anos, teve o celular levado por um homem que estava na garupa de uma moto. O crime aconteceu por volta das 7h30, na Avenida do Contorno, na esquina com a Rua Rio Grande do Norte.
Segundo assalto na região
Luana contou que caiu e se machucou ao tentar correr atrás do suspeito. O aparelho levado era um iPhone 17 pro. Após o episódio, ela publicou imagens nas redes sociais para alertar amigos e familiares.
“Eu estou com o emocional muito abalado porque me senti invadida”, relatou a bancária neste domingo (27/9). Ela também disse que o policial responsável pelo registro da ocorrência afirmou que a mesma moto estaria envolvida em vários assaltos na região.
Três meses antes, Luana havia tido o vidro do carro quebrado na Rua Rio Grande do Norte. O caso mais recente, portanto, foi o segundo assalto sofrido por ela na área da Savassi.
Registros na capital
Belo Horizonte contabilizou 25.232 ocorrências de roubos e furtos de celulares em 2023. O total caiu para 22.821 em 2024 e 20.096 em 2025, uma redução de 5.136 casos em dois anos.
Em 2026, até junho, foram registrados 8.457 casos. No mesmo período de 2025, foram 11.373 ocorrências, queda de 25,6%.
Os dados têm como base o Registro de Eventos de Defesa Social (Reds) e abrangem celulares roubados ou furtados na capital entre janeiro de 2023 e junho de 2026. A Polícia Militar de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais forneceram as informações por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 aponta que Belo Horizonte ocupa a 16ª posição entre os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, com taxa de 831,3 aparelhos subtraídos a cada 100 mil moradores.








